DESABAFO

Filha que enterrou pai com suspeita de Covid-19 desabafa na Tribuna da Câmara


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A dor e o inconformismo da perda do pai dias atrás levaram Verônica Aparecida Almeida de Jesus a usar a Tribuna da Câmara Municipal de Franca, na sessão desta terça-feira, 7. Vilardo de Almeida, de 81 anos, foi internado com suspeita de Covid-19 e faleceu horas depois no Hospital do Coração. Inicialmente, com suspeita de coronavírus, a família não pôde fazer um enterro "digno" como ela disse. “Eu estou aqui para mostrar minha indignação com a saúde pública de Franca. Meu pai não morreu de Covid e foi enterrado como um bicho. Não podemos fazer um velório e um enterro digno. Ele trabalhou a vida toda, pagou seus impostos e foi jogado no final. Essa é minha indignação”, disse a filha, emocionada na Tribuna. 
Após o enterro, os exames deram negativo para o coronavírus, descartando a morte pelo vírus, o que deixou a família ainda mais revoltada e inconformada.
 
Durante sua fala, Verônica descreveu o calvário que passou seu pai com as idas e vindas entre a UPA, pronto-socorro e hospital. “Quero a verdade. Queremos Justiça porque meu pai não morreu de Covid”, disse ela.
 
Os vereadores, Marco Garcia (Cidadania), Corrêa Neves Jr (PSD), Pastor Otávio Pinheiro (PTB) e o presidente da Câmara, Pastor Sérgio Palamoni (PSD) lamentaram o ocorrido com a família de Veronica. “O sistema é falho. Teria que ter feito o teste imediatamente, mas não é esse o protocolo do Ministério da Saúde. Isso é muito sério. Esse caso é um exemplo claro do problema que existe no protocolo”, disse Corrêa Jr.

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