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Com UTIs em risco de colapso, Prefeitura apela ao Estado para abrir mais 20 vagas


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O fim de semana foi de muita preocupação para as autoridades de Saúde de Franca, com a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes do Covid-19 chegando a marcar de 100% nas unidades para adultos. Desde então, foi intensificado o trabalho de sensibilização junto ao Governo do Estado para autorização de mais leitos na cidade. A Prefeitura pede que sejam abertas mais 20 vagas.
 
Franca tem hoje, no total, 33 leitos de UTI Covid, de acordo com o Boletim Epidemiológico da Prefeitura. Desses, 22 são do SUS (Sistema Único de Saúde), sendo 17 Adulto e 5 Infantil. O problema é que as vagas destinadas aos adultos estavam todas ocupadas, tanto no sábado, como no domingo, também segundo o documento oficial.
 
Uma possibilidade aventada pelo município era a criação de três leitos de UTI no Hospital da Caridade. Segundo o secretário de Saúde, José Conrado Netto, a instituição possui três ventiladores que poderiam ser usados, mas uma inspeção de técnicos da Secretaria Municipal, descartou a hipótese. 
 
Netto disse que ficou constatado que não havia condições de instalação de leitos de UTI, que demandariam uma estrutura maior do que a existente. Os leitos continuarão sendo utilizados para estabilização de pacientes.
 
Todas as forças da Prefeitura, agora, estão concentradas no Governo do Estado, a quem cabe a gestão hospitalar, uma vez que os leitos de UTI só podem ser instalados em hospitais. “O prefeito (Gilson de Souza, DEM) tem falado... falou ontem, falou hoje no Governo do Estado, solicitando habilitação de mais leitos. (Pedindo) para que o Estado tenha um olhar para a nossa região, porque nós estamos chegando ao limite”, disse o secretário.
 
Ele afirmou que existe uma promessa do Governo de “de olhar com atenção para cá”. Mas, de prático, não há nada ainda.
 
Sobre a nota emitida pela Santa Casa no final da semana passada, em que afirmava não ter recebido verbas públicas para o atendimento a pacientes do Covid, Netto disse que a Prefeitura também cobrou do Estado que sejam custeados os 17 leitos hoje disponibilizados pela instituição.
 
“A gestão hospitalar é do Estado, a gente pode ajudar, mas não bancar”, ressaltou o secretário, explicando que o projeto de compra de 20 leitos de enfermaria pela Prefeitura na Santa Casa foi barrado pelo Governo de São Paulo.
 
“O Estado entrou com intervenção, dizendo que era dupla gestão, que a Santa Casa não podia vender os leitos para nós. A Santa Casa está mudando o plano de trabalho, para que o valor seja repassado como subvenção.”

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