Neste sábado, a cidade completa 100 dias de quarentena e três meses desde o primeiro registro do vírus na cidade, com explosão de casos em uma semana.
A tal curva da pandemia, que era muito falada no início da crise do coronavírus, se tornou uma reta em Franca nesta semana que se encerra hoje. E uma reta para cima. Em apenas sete dias, a cidade registrou 112 novos casos, praticamente a metade do que tinha registrado até o sábado passado, quando Franca totalizava 235 diagnósticos positivos. Somente neste sábado, 27, foram mais 13.
Um certo alívio em comparação com as 35 confirmações de ontem, mas muito preocupante quando se constata que há um mês, no dia 28 de maio, Franca chegava aos 112 casos. O que a cidade levou dois meses para registrar, hoje contabiliza em apenas uma semana.
E, em três meses exatos completados neste sábado desde o primeiro caso positivo registrado na cidade, hoje são 347 pessoas que estiveram ou estão contaminadas pelo Covid-19. No primeiro mês da pandemia, em 27 de abril, Franca registrou 20 casos confirmados. Com dois meses, eram 103 pessoas diagnosticados com o vírus.
100 dias de quarentena
Neste sábado, 27 de junho, o número é mais de três vezes maior que o de um mês atrás. E o pior: aumenta em um ritmo tão acelerado que é impossível negar que algo deu errado nesta quarentena que, em Franca, completa hoje 100 dias.
Tanto deu errado que a região de Saúde de Franca foi rebaixada no Plano São Paulo, de retomada “consciente” – como diz o Estado – da economia. A partir desta segunda-feira, 29, lojas e shoppings, concessionárias de veículos, imobiliárias e escritórios terão de fechar suas portas novamente. Franca voltou à fase Vermelha, de alerta, onde somente comércio e serviços essenciais podem funcionar com atendimento presencial.
O retrocesso foi justamente por causa da disparada no número de novos casos. Nas redes sociais, a população começa a dar demonstração de que percebeu a gravidade da situação e parou de culpar a abertura deste ou daquele estabelecimento, e passou a responsabilizar o comportamento dos próprios francanos pela situação que a cidade vive hoje.
A opinião é a mesma do secretário de Saúde, José Conrado Netto. “Aglomerações desnecessárias, pessoas sem máscaras podem custar caro, fazendo com que a economia seja ainda mais prejudicada. Se cada um fizesse a sua parte, se a população se conscientizasse, a situação poderia ser diferente”, diz ele.
Os números
Boletim Epidemiológico deste sábado traz um recuo no número de casos suspeitos. São 151 hoje contra 165 na sexta-feira, 26. Já os casos negativos foram de 631 para 643, enquanto os pacientes recuperados e mortos permaneceram estáveis, em 128 e 8, respectivamente.
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