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Apesar de ter o menor nº de leitos de UTI do Estado, Região de Franca foi rebaixada por explosão de casos


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“Nenhuma região regrediu por conta da capacidade hospitalar. O que impactou, no interior do Estado, a ter regiões vindo para a fase Vermelha foi a evolução de casos”, disse o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi
“Nenhuma região regrediu por conta da capacidade hospitalar. O que impactou, no interior do Estado, a ter regiões vindo para a fase Vermelha foi a evolução de casos”, disse o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi
Franca voltará à fase Vermelha do Plano São Paulo, de retomada da economia paulista, na próxima segunda-feira, 29. E apesar de as redes sociais terem sido tomadas, após o anúncio, de mensagens que culpam a falta de leitos pelo retrocesso, a informação não é verdadeira. O que determinou o recuou foi a explosão no número de novos casos na última semana.
 
De acordo com o Boletim Epidemiológico Estadual, a região de Saúde de Franca, formada por 22 municípios, possui a menor quantidade de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por 100 mil habitantes, reservados para pacientes com suspeitas e confirmações do Covid-19, de São Paulo.
 
Mas os 4,4 leitos por 100 mil habitantes dão à cidade nota 2, com classificação Laranja. Já a taxa de ocupação de leitos UTI Covid é de 69,9%, cuja nota é 3, classificação Amarela. O cálculo da nota final do critério Capacidade Hospitalar é 2, Laranja.
 
Logo, se fossem os leitos de UTI que, apesar de em número muito baixo, tivessem determinado a fase no Plano SP, Franca permaneceria na Laranja. Nada mudaria. O que mandou Franca de volta à fase Vermelha foi a explosão nos novos casos positivos de coronavírus na última semana. 
 
“Aglomerações desnecessárias, pessoas sem máscaras podem custar caro, fazendo com que a economia seja ainda mais prejudicada. Se cada um fizesse a sua parte, se a população se conscientizasse, a situação poderia ser diferente”, afirma o secretário municipal de Saúde, José Conrado Netto.
 
De acordo com o Estado, foram 300 novos diagnósticos positivos nos últimos sete dias (quinta a quarta), contra 102 nos sete dias anteriores. O aumento foi de quase 200% e a taxa de crescimento ficou em 2,94 (Fase Vermelha). 
Este foi o único dos cinco quesitos em que a cidade ficou no vermelho, mas foi suficiente para o endurecimento das regras de quarentena.
 
Os números
No critério Evolução da Pandemia, são três os critérios. Além dos casos, há novas internações e novos óbitos. As novas internações, apesar de aumentarem 15% - foram 69 nos últimos sete dias contra 60 nos sete dias anteriores -, cresceram em ritmo menor, com taxa de 1,15 (Fase Laranja) agora. Antes era 1,45 (dia 18).
 
Os óbitos também apresentaram uma desaceleração, com 4 registros da quinta-feira da semana passada até esta quarta – a mesma quantidade da semana passada. A taxa de evolução das mortes é 1 (Fase Laranja).
 
Além de Franca, regrediram para a fase Vermelha as regiões de Araçatuba, Bauru, Marília, Piracicaba e Sorocaba. Registro, Ribeirão Preto e Presidente Prudente permaneceram na fase 1. Barretos subiu para a Laranja. A Capital e parte da Região Metropolitana passaram para a fase Amarela.
 
“Nenhuma região regrediu por conta da capacidade hospitalar. O que impactou, no interior do Estado, a ter regiões vindo para a fase Vermelha foi a evolução de casos”, disse o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.
 
O que fecha e o que abre
Com a reclassificação de Franca dentro do Plano SP, o prefeito Gilson de Souza (DEM) deve publicar novo decreto ditando as regras da quarentena na cidade, mas observando as determinações do Estado.
 
As lojas, shoppings, escritórios, concessionárias de veículos e imobiliárias não poderão mais receber clientes em seus interiores. Se Gilson decidir como fez anteriormente, o funcionamento poderá ser por drive trhu (entrega no carro), delivery (entrega em casa) e takeaway (entrega na porta da loja).
 
Continua proibida a abertura de bares e restaurantes para receber clientes, sendo autorizado o funcionamento por drive trhu, takeaway e delivery. Salões de beleza e barbearias não podem funcionar, mas os profissionais podem prestar atendimento na casa dos clientes.
 
Continuam funcionando normalmente, com regras de isolamento social e higienização, os serviços e comércios considerados essenciais, como supermercados, farmácias, padarias, lojas de implementos e defensivos agrícolas, petshops, mecânicas e oficinas, além da indústria, entre outros.

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