REGRESSO

Governo confirma que pode fechar lojas e shoppings em Franca; confira como são feitos os cálculos


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Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado: Franca, Sorocaba e Campinas podem voltar para a fase vermelha
Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado: Franca, Sorocaba e Campinas podem voltar para a fase vermelha
O Governo do Estado confirmou nesta terça-feira, 23, que as regiões de Franca, Campinas e Sorocaba são pontos de atenção e podem recuar na classificação do Plano São Paulo, saindo da fase Laranja e retrocedendo à Vermelha. A informação foi confirmada na coletiva de imprensa sobre as ações do Estado contra o coronavírus desta terça-feira.
 
A diferença entre as três regiões, de acordo com o Estado, é que Sorocaba, Campinas e municípios vizinhos agiram antes do Governo e endureceram por si mesmos as regras de quarentena para tentar mitigar o aumento nos casos. Franca, não.
 
“Estamos monitorando os dados diariamente. Monitorando informações sobre ocupação de leitos, sobre internações e casos em cada região, nós vemos e já havíamos destacado aqui, algumas vezes, pontos de atenção em Sorocaba, Campinas e Franca”, disse a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.
 
Segundo ela, na região de Franca, o Governo detectou um aumento no número de internações e de casos positivos. Baseado nos dados disponibilizados pelo Estado até esta terça-feira, 23, Franca só não piorou em um dos cinco índices considerados no Plano São Paulo para determinar em qual fase cada região está.
 
Se a avaliação fosse realizada com base nos dados desta terça-feira, Franca recuaria para a fase Vermelha, que permite a abertura apenas de serviços e comércios considerados essenciais.
 
Os dados
A flexibilização ou restrição da quarentena, segundo o Plano São Paulo, segue dois indicadores: “Capacidade Hospitalar” e “Evolução da Pandemia”. Dentre esses dois critérios, o que apresentar a menor nota é o que determinará em que fase do plano de retomada cada região estará.
 
Para os cálculos, são considerados os números registrados pelas regiões no período de sete dias, compreendidos entre quinta-feira e quarta-feira, comparados com os dados dos sete dias anteriores. O que determinará se Franca segue na faixa Laranja, portanto, são os números observados entre a última quinta-feira, dia 18, e esta quarta-feira, dia 24. 
 
O anúncio será feito pelo governador João Doria (PSDB), na sexta-feira, 26, e a nova classificação passa a valer a partir da segunda-feira, 29.
 
Quando considerados os últimos dados disponíveis, até esta terça-feira, 23, e analisados os últimos sete dias – de 17 a 23 de junho – em comparação com os sete dias anteriores – de 10 a 16 de junho –, Franca possui nota 2 (Laranja) no critério “Capacidade Hospitalar” e Nota 1 (Vermelha) em “Evolução da Pandemia”.  Assim recuaria para a Fase Vermelha do Plano São Paulo. Na semana passada, quando Franca tinha notas 3 (Amarela) em “Capacidade Hospitalar” e 2 (Laranja) em “Evolução da Pandemia”, foi classificada na fase Laranja.
 
Capacidade Hospitalar
O critério “Capacidade Hospitalar” é formado por dois requisitos: “Ocupação de Leitos UTI Covid” e “Leitos Covid / 100 mil habitantes”. No dia 18, a ocupação era de 47% na região de Franca – nota 4 (Verde) – e os leitos disponíveis eram 4,9, o menor índice do Estado – nota 2 (Laranja).
 
Na nota final da “Capacidade Hospitalar”, a Ocupação tem peso 4 e os Leitos têm peso 1. Assim, com os índices de Franca na semana passada, faz-se (4 x 4 + 2 x 1) / 5, que daria nota 3,6. Como o plano manda arredondar tudo para baixo, a região ficou com nota final 3 (Amarela).
 
Nesta terça-feira, os índices da região pioraram. A ocupação é de 66,1% – nota 3 (Amarela) – e os leitos são 4,4 por 100 mil habitantes – nota 2 (Laranja). Fazendo o cálculo (3 x 4 + 2 x 1) / 5, com resultado 2,8, a nota final da região é 2 (Laranja).
 
Evolução da Pandemia
Já o critério “Evolução da Pandemia” reúne três quesitos: “Variação dos Casos”, “Variação das Internações” e “Variação dos Óbitos”, em que “internações” têm peso 3 e os “casos” e “óbitos”, peso 1 cada um.
 
Para chegar ao número final de cada um dos três quesitos, soma-se o total de registros dos últimos sete dias e divide pela soma dos sete dias anteriores.
 
No quesito “Variação dos casos”, por exemplo, Franca teve 117 novos casos de coronavírus entre 10 e 16 de junho, contra 248 entre 17 e 23 de junho. Dividindo 248 por 117, chega-se a 2,11 – nota 1 (Vermelha). Na semana passada, este índice era de 1,16 – nota 3 (Amarela). Mesmo assim, a região era onde o vírus mais se espalhava no Estado.
 
Já no quesito “Variação das Internações”, foram 68 na última semana contra 51 na semana anterior. A divisão dos dois números dá 1,33, com nota 2 (Laranja). Na semana passada, este índice estava maior, em 1,45 (Laranja também). 
 
Por fim, a “Variação dos Óbitos”, são 5 mortes nos últimos sete dias contra 4 nos sete dias anteriores. O consciente dos dois é 1,25 – nota 2 (Laranja). Na semana passada era 0,50 – Nota 3 (Amarela).
 
Para chegar à nota final do critério “Evolução da pandemia”, faz-se a seguinte conta: nota dos casos multiplicada por 1 mais nota das internações multiplicada por três mais nota dos óbitos multiplicada por um, dividido por cinco. No caso da última semana em Franca, a conta fica assim: (1 x 1 + 2 x 3 + 2 x 1) / 5, que dá 1,8 – arredondando para baixo, a região fica com nota 1 (Vermelha).
 
Com nota 2 (Laranja) em “Capacidade Hospitalar” e nota 1 (Vermelha) em “Evolução da Pandemia”, a região retrocederia à Fase Vermelha, com fechamento de lojas, shoppings, concessionários, escritórios e imobiliárias, porque prevalece a nota menor.
 
Os números, porém, refletem o cenário até esta terça. O que determinará, de fato, a situação da região de Franca são os dados desde a última quinta-feira até o fechamento das planilhas de hoje.

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