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Covid-19: Franca triplica número de mortes em 13 dias


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A primeira quinzena de junho, encerrada nessa segunda-feira, 15, foi de tristes e trágicos números para a Franca. A cidade iniciou o mês com duas mortes de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus e atingiu no dia 13, último sábado, a marca de sete vítimas que não resistiram à doença. A quantidade de novos casos também cresceu e, nos últimos dias, em um ritmo não visto antes. 
 
O primeiro caso de Covid-19 em Franca foi registrado no dia 27 de março. Trata-se de uma jovem que contraiu o vírus em São Paulo e chegou aqui com sintomas da doença. Em Franca, ela foi diagnosticada com a doença e cumpriu o isolamento domiciliar.
 
O segundo paciente contaminado pelo vírus foi confirmado quatro dias depois, em 31 de março. Precisaram mais quatro dias para que os positivos dobrassem e chegassem a quatro confirmações. Mais 11 dias e, em 15 de abril, Franca já tinha 8 diagnósticos positivos.
 
O décimo caso foi confirmado em 17 de abril, exatas três semanas depois do primeiro registro. Passaram-se mais 10 dias e Franca registrava seu 20º caso. Era o dia 27 de abril, um mês após o primeiro caso. Nesse dia, a cidade dava início a uma escalada nos números do coronavírus.
 
A quinta semana da pandemia em Franca foi dramática. O número de casos que a cidade levou um mês para contabilizar foi confirmado em apenas três dias. Em 30 de abril, já eram 41 casos. 
 
A partir de então, o ritmo de crescimento desacelerou e a quantidade de casos dobrou em três semanas, com o 80º diagnóstico positivo sendo confirmado em 18 de maio – o 52º dia da pandemia na cidade.
 
De lá, até 12 de junho, quando o 160º paciente testou positivo para o Covid-19 na cidade, foram mais quase quatro semanas. A cidade chegou no sábado, 13, com 170 casos, o dobro do registrado há pouco mais de três semanas.
 
E a semana que se iniciou foi de sucessos recordes. Foram 51 novos casos em apenas seis dias, do domingo, 14, à sexta-feira, 19 – uma média diária de 8,5 confirmações. No mesmo período da semana anterior, de 7 a 12, surgiram 20 novos casos – média de 3,3 confirmações diárias. 
 
O aumento nos novos diagnósticos foi de 155% em uma semana. Os destaques, tristes, são a última quarta-feira, 17, quando 12 novos positivos surgiram, quebrando o recorde até então de mais confirmações em um único dia. O maior número até aquele momento era nove, e tinha sido registrado em 28 de abril e 28 de maio
 
Mas a marca foi renovada nessa sexta-feira, 19, com uma explosão nos novos casos. Foram 22 diagnósticos positivos, entre eles, uma menina de apenas 4 anos – a paciente mais nova com o Covdi-19 na cidade.
 
Franca completou na sexta, 19, 85 dias desde o primeiro caso do coronavírus na cidade. Soma agora 221 diagnósticos positivos e sete mortes.
 
Mortes disparam
São  justamente as mortes que, por serem em um número menor, crescem mais acelerada e assustadoramente. Franca levou quase um mês – exatos 29 dias – desde o primeiro diagnóstico positivo para registrar a primeira morte. A vítima foi uma senhora de 79 anos, morta em 25 de abril.
 
Franca passou mais 14 dias sem nenhuma vítima até que, em 9 de maio, um homem de 64 anos se tornava o segundo caso fatal de coronavírus na cidade. A partir daí, os óbitos não seguiram o mesmo ritmo.
 
Junho começou com os mesmos dois casos. Em 66 dias da doença em Franca, a média era de um óbito a cada 33 dias. Mas a cidade não imaginavs o que os dias seguintes lhe reservavam. Já em 2 de junho, a confirmação da morte de um médico pediatra de 74 anos – a terceira vítima.
 
Apenas dois dias depois, em 4 de junho, a quarta morte. Era uma senhora de 88 anos. A doença não deu trégua e fez a quinta vítima em Franca – uma mulher de 74 anos – quatro dias depois, em 8 de junho. Em apenas sete dias, a cidade viu os óbitos mais que duplicarem.
 
A semana ainda reservava um triste recorde para Franca. Seria ela a mais fatal de toda a pandemia na cidade, com três mortes. No sábado, 13, cinco dias depois, Franca confirmou mais duas mortes, pela primeira vez em um único dia. As vítimas eram uma mulher de 74 anos morta no mesmo dia e um homem de 55, morto na quarta-feira, 10.
 
Franca, que começara o mês com uma morte a cada 33 dias, testemunhou a queda neste intervalo e viu a média ir para uma morte a cada 12 dias.
 
 
Perfil das vítimas
Desde o início da pandemia, 10 pessoas morreram com Covid-19 em Franca, sete são da cidade e três são considerados casos importados. São moradores de municípios vizinhos que morreram em hospitais francanos. 
 
Dois deles chegaram a ser contabilizados nos números de Franca, mas, desde sexta-feira, 19, não constam mais do boletim epidemiológico local: um fisioterapeuta de 34 anos de São Tomás de Aquino (MG), morto em 12 de abril, e um vendedor de picolé de 83 anos de Itirapuã, morto em 9 de junho. A terceira vítima é mulher de São José da Bela Vista, que morreu nessa quinta-feira, 18.
 
Entre as vítimas francanas, as mulheres são a maioria, sendo quatro mortes no total – ou 57%. Os três homens representam 43%. A faixa etária com mais óbitos é a dos 70 aos 79 anos, com quatro registros. Depois, com uma vítima cada, estão as faixas do 50 a 59 anos; 60 a 69 anos; e 80 a 89 anos.
 
Dos sete mortos de Franca, dois moravam no Centro; um no Jardim Santo Agostinho; um no Jardim Paulistano; um na região do Jardim Noêmia; um no Jardim Redentor; e um na região do Jardim Luiza.

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