Nesse período de proibição de abertura de alguns seguimentos, principalmente bares e restaurantes, o serviço de ‘delivery’ cresceu substancialmente, ajudando a movimentar a economia de Franca. Os trabalhadores autônomos ou fixos (aplicativos) nesse setor, comemoram a demanda principalmente no serviço de entrega de alimentos.
João Vítor Guimarães Borges, de 20 anos, trabalha para a irmã que possui um restaurante, diz que ganha até R$ 90 por dia atualmente. “Aumentou muito o serviço devido essa pandemia. Está sendo muito corrido para gente dar conta de tantos pedidos e ter que fazer a entrega no horário. Como eu trabalho com entrega de almoço, preciso entregar o pedido dentro de um horário determinado. Posso dizer que aumentou quase 100% as corridas. Atualmente dá para ganhar até R$ 90 por dia”.
Para cumprir os horários de entregas de ponta a ponta da cidade, João Vitor destaca que a maior preocupação é em relação ao trânsito. “O trânsito de Franca é muito louco. Toda hora a gente passa sufoco, desde o perigo de atropelar cachorro ou até mesmo com carros que abrem as postas sem as pessoas olharem antes. Mas não podemos extrapolar muito na velocidade, mas precisamos ser rápidos na entrega”.
No ramo de ‘delivery’ de refeições há quatro anos, Felipe Aiala da Silva, de 27 anos, diz que faz até 30 entregas nesse período de quarentena. Antes da pandemia as corridas variavam entre 15 a 17 entregas, gerando um aumento de 40%. “Estou na profissão pela falta de outras opções. Quando recebi uma oportunidade de trabalhar registrado novamente, em uma autopeça, os meus planos foram adiados com o início da pandemia’’, disse Felipe. O motociclista conta também que já sofreu um acidente em virtude da correria em efetuar as entregas. O autônomo, que faz um trabalho avulso, teve fratura exposta na perna após um carro cortar sua preferencial na parte central da cidade.
Já Jéssica Nascimento Barros, 28 anos, divide seu tempo em um emprego fixo com entregas avulsas, para aumentar sua renda. “Atualmente divido as atenções com o trabalho fixo em um Sushi à noite. Estou nessa profissão há quatro anos e já cheguei a atingir também a casa de 30 entregas diárias”.
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