ACATADO

“Nós acolhemos essa decisão com muita tranquilidade”, disse bispo de Franca


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O bispo católico Dom Paulo Beloto disse que o decreto interno da Diocese de Franca já previa que a abertura nesta fase era um período de experiência
O bispo católico Dom Paulo Beloto disse que o decreto interno da Diocese de Franca já previa que a abertura nesta fase era um período de experiência
O decreto da prefeitura municipal de Franca publicado em edição extraordinária hoje, que determina o fechamento novamente das igrejas, foi recebido com naturalidade pela Diocese de Franca e também por líderes evangélicos. 
 
O prefeito Gilson de Souza (DEM) acatou determinação da Justiça e voltou a proibir missas e cultos presenciais. O novo decreto estendendo a quarentena até o final deste mês, já com as novas medidas, foi publicado nesta quinta-feira, 11, no Diário Oficial do Município.
 
O bispo católico Dom Paulo Beloto disse que o decreto interno da Diocese de Franca já previa que a abertura nesta fase era um período de experiência. “Primeiramente nós agradecemos essa pequena experiência que foi possível fazer, celebrando as missas sexta, sábado e domingo passados, e também as missas na manhã nessa festa de hoje (quinta-feira feriado de Corpus Christi). Nós acolhemos essa decisão com muita tranquilidade, naturalidade, porque já tínhamos colocados no nosso decreto que estávamos fazendo uma experiência. O próprio prefeito também disse isso pra nós, que seria uma experiência e depois iria ser feito uma avaliação. Mas como houve essa liminar, foi interrompida essa experiência no meio do caminho. Nós colocamos em nosso decreto interno que a prefeitura poderia revogar a decisão a qualquer momento, e iríamos acatar”.
 
Nesse período de flexibilização, a Matriz celebrou missas adotando protocolos de saúde mais rígidos do que o permitido e com apenas 20% de sua capacidade, mesmo o decreto anterior dizendo que a limitação poderia ser em 30%. A igreja tem capacidade para 800 pessoas e apenas 160 senhas vinham sendo distribuídas. “Vamos continuar em nosso clima de oração. Não vamos deixar de evangelizar. Vamos continuar celebrando nossas missas transmitidas (via redes sociais e emissoras de radio) e outras atividades também. Aguardando e rezando para que passe logo essa crise, essa pandemia que estamos vivendo. Rezando também para o bem-estar e saúde de nosso povo. 
 
O pastor evangélico Isaac Ribeiro, presidente da igreja Assembleia de Deus, disse que já aguardava um posicionamento da prefeitura após a decisão da Justiça de suspender as missas e cultos. “Já comunicamos ao nosso povo a suspensão dos cultos presenciais. Teremos apenas as transmissões dos cultos no modelo online”.
 
Já o pastor Sérgio Palamoni, da igreja Evangelho Quadrangular, segue a mesma linha dos outros líderes religiosos, mas lamenta não poder atender os fiéis mesmo adotando as medidas recomendadas pelos órgão de Saúde. “Vamos acatar a decisão judicial e o decreto do prefeito. A nossa igreja sempre foi e será submissa às Leis, mas não concordo com esta determinação, pois tomamos todas as precauções estabelecidas. As igrejas têm seus trabalhos essenciais aos fiéis, e estes trabalhos contribuem sempre com município. Mas vamos aguardar”.

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