TRAGÉDIA

'Foi apenas um minuto e a tragédia aconteceu', lembra tia de garoto que morreu afogado


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Murilo Henrique da Silva Santos, de apenas 6 anos, que morreu afogado no último domingo, 7, na fazenda onde morava com os pais em Cristais Paulista.
Murilo Henrique da Silva Santos, de apenas 6 anos, que morreu afogado no último domingo, 7, na fazenda onde morava com os pais em Cristais Paulista.

“Ele brincou o dia todo no terreirão de café com a cachorrinha. Depois foi brincar no balanço. Foi apenas um minuto e a tragédia aconteceu”. É assim que a tia Cleusa Lima Nascimento, de 48 anos, relata os últimos momentos do pequeno Murilo Henrique da Silva Santos, de apenas 6 anos, que morreu afogado no último domingo, 7, na fazenda onde morava com os pais em Cristais Paulista. 

Segundo a tia, Murilo era uma criança muito amada. No dia do acidente ele havia brincado o dia todo com sua cachorrinha Jade. Ele morava na fazenda onde os pais trabalhavam. “Lá na fazenda tem dois terreirões de café. Ele costumava brincar lá o dia todo. No dia do acidente ele ficou lá brincando com a Jade. Após o almoço, foi brincar no balanço. Minha cunhada ainda pediu para ele tomar cuidado, para não balançar alto”, lembra Cleusa.
 
Por volta das 15 horas, ele saiu do balanço e não voltou mais.
 
“Ela pediu para ele tomar cuidado, virou as costas e em questão de minuto ele desapareceu. Meus cunhados ficaram desesperados procurando ele. O avô chegou e ajudou a procurar, mas meu cunhado viu o portão do tanque de peixe aberto. Eles foram lá e viram os brinquedos e um pedaço de pau que ele brincava”, disse a tia. O avô de Murilo, que também mora em outra casa na fazenda, não estava no local no momento do acidente. 
 
Após ver o portão aberto, o pai de Murilo acionou a Polícia Militar e os Bombeiros. Ao chegarem ao local, começaram as buscas. Foram mais de 3 horas até os bombeiros localizarem o corpo da criança. 
 
“O tanque inicialmente foi feito para captar água, para irrigar as plantações de café. Ficava próximo a casa, cerca de 100 metros. Era todo cercado e tinha o portão, que estava com um arame. Ele deve que foi pegar alguma coisa lá. Ele não tinha o costume de brincar ali, ainda mais sozinho sabendo que ele e nem os pais sabiam nadar”, disse Cleusa. Os pais estão muito abalados pela perda do filho.
 
“Agora fica a lembrança da criança que ele era. Um menino aventureiro e cheio de energia”, finalizou. O Corpo de Murilo foi sepultado no fim da tarde de segunda-feira, 8, no Cemitério Municipal de Cristais Paulista.

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