RETOMADA

Bares e restaurantes de Franca se planejam para a retomada das atividades

Por Lucas Faleiros | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Com a intensa paralisação causada pela pandemia, os estabelecimentos ligados à alimentação estão há mais de dois meses totalmente ou, pelo menos, parcialmente inoperantes. Agora, com a iniciativa de retomada parcial da economia, bares e restaurantes de Franca se organizam para retomar suas rotinas e tentar se adaptar a um mundo completamente diferente.
 
Para o ramo alimentício, a crise do coronavírus trouxe consequências enormes. Algumas empresas já faziam entregas e serviços de delivery, então aceleraram seu foco para esta área. No entanto, muitos negócios ainda não eram adeptos dessa função. Logo, foram forçados a se reinventar ou ficar sem renda durante a quarentena.
 
A falta da proximidade entre as pessoas nos locais será um dos efeitos mais sentidos. Em decorrência do perigo de contaminação, as tradicionais mesas, onde as pessoas se reuniam para conversar e festejar, devem ser posicionadas em distâncias maiores. Além disso, precauções relacionadas à higienização também deverão ser tomadas.
 
O proprietário do Restaurante Gasparini, Marcelo Godoi, conta que a situação exigiu mudanças até mesmo no sistema de delivery, que já era realizado pela empresa. “Apesar de já termos o nosso sistema de entrega há um bom tempo, precisamos nos adaptar a uma nova forma de trabalhar. Agora tudo é diferente. Foi necessário o aumento dos cuidados em todo o processo: desde o pedido do cliente até a entrega”.
 
Marcelo afirma também que o momento vivenciado pelos restaurantes não tem sido fácil, e que a pandemia trará mudanças significativas. “Está sendo um período muito complicado para nós, que administramos negócios. Não podemos permitir o consumo de comida no interior do estabelecimento e a procura acabou caindo pelo menos 60%”. 
 
O proprietário do Gasparini afirma também que, quando o movimento voltar, protocolos de cuidado para clientes e funcionários serão adotados. “Limitaremos o número de pessoas, instalaremos pontos de álcool em gel no interior do estabelecimento e distanciaremos as mesas para uma maior segurança”.
 
O momento de paralisação surpreendeu muitos empresários. No Bar Ato, o gerente Guilherme Carvalho explica que uma readequação total foi necessária. “Fomos realmente pegos de surpresa. Estamos tentando nos reaproximar dos clientes pelo novo sistema de entrega. Nos reprogramaremos para voltar seguindo as medidas que forem precisas e tomar os cuidados devidamente necessários”. 
 
O carinho dos frequentadores é a principal motivação dos funcionários do bar. “Hoje, clientes nos procuram e demonstram apoio. Muitos dizem que tem saudade do local. Esses detalhes nos mostram que voltaremos ainda mais fortes”, conta Guilherme.
 
Para se readequar à situação e reaproximar os consumidores, foi necessário para alguns estabelecimentos se “reinventar”. De acordo com Paulo César Borges, proprietário do Bar da Careta, seu bar precisou disso. “Nós sempre fomos focados no atendimento presencial, dentro do salão. Com todo o problema que se desenvolveu, tivemos que adaptar nosso sistema de entregas e criamos combos e promoções, com intuito de reaproximar a freguesia. Até que tivemos uma boa aceitação”.
 
Para a volta, Paulo afirma que seu negócio também adotará medidas pensando em seus clientes. “Nós mudaremos algumas coisas. Por enquanto, deixaremos de cobrar os 10% da taxa de serviço e, para a proteção de todos, atuaremos somente com 30, 40% da capacidade das mesas. Além disso, diminuiremos a carga horária e faremos de tudo para superar esta fase”.
 
De acordo com o decreto anunciado pelo governador João Dória, bares e restaurantes só poderão funcionar da maneira convencional quando a cidade atingir a chamada “fase verde”. Ainda assim, somente 60% da capacidade dos locais poderá ser utilizada. Na fase antecedente, amarela, os estabelecimentos ficam liberados para atender ao ar livre.

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