ELEIÇÕES

Pré-candidatos a prefeito em Franca defendem saúde, mas querem eleições ainda neste ano


| Tempo de leitura: 3 min
Se há uma coisa que une os 12 pré-candidatos ou partidos com intenção de ser ou lançar um candidato à Prefeitura de Franca é a defesa da saúde. O discurso de todos é que as eleições devam ser realizadas com toda a segurança e cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus durante as eleições, previstas para o dia 4 de outubro deste ano. E, se não for possível, que se adie pelo mínimo prazo possível. O pleito, defendem, deve ser realizado de qualquer jeito neste ano.
 
O GCN contatou todos os 13 pré-candidatos ou partidos que pretendem disputar as eleições à Prefeitura de Franca nas próximas eleições municipais. Ninguém sabe ao certo quando elas serão realizadas. Mas os sinais mais fortes são de que serão adiadas, pelo menos, por algumas semanas.
 
O dia 4 de outubro está muito perto da pandemia, que só cresce. Especialistas acreditam que a curva de contaminação continue relevante daqui a quatro meses. Entre os pré-candidatos francanos, a expectativa é de adiamento. A convicção é de que a saúde dos eleitores está acima de tudo. 
 
Até esta semana eram 13 os nomes postos a disputar a cadeira do prefeito Gilson de Souza (DEM), inclusive ele. Os nomes eram Adérmis Marini (PSDB), Alexandre Ferreira (MDB), Cristiany de Castro (PL), Flávia Lancha (PSD), Fransérgio Berigo Carneiro (PRTB), Gerson de Paula (PV), Gilson de Souza (DEM), Ismar Tavares (Patriota), João Rocha (PSL), Marco Aurélio Ubiali (PSB), Marília Martins (PSOL), Orivaldo Donzeli (PTB) e Rafael Bruxelas (PT).
 
O cenário mudou com a desistência de Cristiany de Castro. “Em virtude de alguns projetos pessoais, como o mestrado sobre Desenvolvimento Regional que faço no Uni-Facef e outras demandas, decidi não participar dessa vez”, disse ela.
 
Entre os outros 12 nomes, sete responderam às mensagens enviadas às suas redes sociais (Facebook e/ou WhatsApp). Somente Ubiali não se assumiu como pré-candidato, mas como presidente do PSB em Franca se posicionou a favor do adiamento das eleições.
 
Repetiu ainda que o PSB tem três nomes para a Prefeitura de Franca, mas se recusou a dizer quem são. “Neste momento de angústia e de indefinição, é muito difícil pensar em política”, disse Ubiali.
 
Adérmis Marini (PSDB) defende que “as autoridades sanitárias devem determinar uma data segura, pensando na segurança da população”. Alexandre Ferreira (MDB) acredita que as eleições devam acontecer neste ano, porque podem ser realizadas seguindo protocolos para garantir a segurança da população.
 
Flávia Lancha (PSD) vai na mesma linha. “O importante é a segurança da população.” Fransérgio Berigo Carneiro (PRTB) também prioriza os cuidados. “Por conta da pandemia, acho o distanciamento social necessário.”
 
João Rocha (PSL) diz que não cabe a ele decidir quando será realizada a eleição, mas afirma que está preparado para disputá-la na data em que for marcada. O pré-candidato defende que o primeiro turno aconteça pelo menos até novembro. Ele lembra que a eleição não acaba em si. Tem o processo da diplomação, por exemplo.
 
Marco Aurélio Ubiali defende que a eleição seja adiada para 2021. Se mantiver em outubro, ele diz que a campanha será muito mais virtual do que nas ruas. E também acha que dezembro não é ideal, porque as pessoas estarão mais interessadas no Natal. 
 
Ubiali, que é médico, aponta que, em julho, Franca terá um número muito alto da doença, que continuará em agosto, e por isso, acredita que será impossível ter uma campanha nas ruas. 
 
O PSol, da pré-candidata Marília Martins, posicionou-se por meio do presidente do diretório municipal, Guilherme Cortez. Ele defende que “as eleições sejam realizadas com plenas condições para os eleitores participarem e exercerem seus direitos democráticos”. Cortez diz que, “se para isso for necessário o adiamento, nós concordamos”. 
 
Para ele, o atual cenário aponta para uma situação não controlada até outubro. “Se for necessário para que as pessoas possam acompanhar ativamente a discussão política nas cidades, defendemos o adiamento.”
 
Rafael Bruxelas (PT) diz que se as eleições significarem risco à vida dos eleitores, elas devem ser adiadas. Mas defende que a decisão deva ser tomada levando em consideração a realidade do conjunto de cidades do país, e não um cenário local.
 
Gerson de Paula (PV), Gilson de Souza (DEM), Ismar Tavares (Patriota) e Orivaldo Donzeli (PTB), assim como os demais pré-candidatos não responderam as mensagens.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários