A Prefeitura de Franca autorizou a retomada das atividades religiosas na cidade, a partir desta semana. Mas, segundo o secretário municipal de Saúde, José Conrado Netto, caso seja necessário, o município irá rever a liberação. Ele diz que o momento é “tenso” e a evolução da pandemia do coronavírus na cidade é acompanhada com “muita preocupação” pela administração municipal. “O prefeito (Gilson de Souza, DEM) está preocupadíssimo com a Saúde.”
Em entrevista ao jornalista Corrêa Neves Júnior, em live do GCN, na noite dessa quarta-feira, 3, Netto disse que a reabertura das igrejas foi “uma decisão de governo”. “Como estávamos providenciando planos de trabalho, já tínhamos, inclusive, algumas resoluções na Secretaria de Saúde, para fazer isso com muita responsabilidade e critérios firmes, decidimos autorizar.”
Ele acrescentou que também pesou para a decisão a não proibição expressa do Governo de São Paulo. “Sobre atividades religiosas, o secretário Vinholi disse que o Estado recomendava não fazer cultos, mas que ficava a cargo dos prefeitos (decidir) e disse que a cidade de São Paulo estava fazendo com 30%”, disse Netto, se referindo à reunião do Comitê Municipalista, que integra os prefeitos das cidades-sede das 15 regiões do Estado com o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.
O secretário municipal explicou ainda que o prefeito não liberou atividades esportivas e bares, porque “o governo deixou bem expresso que não poderia”.
Netto disse que a Prefeitura acompanha o comportamento do Covid-19 na cidade e, caso seja necessário, a flexibilização da quarentena será revista. “Vamos acompanhar e, se entendermos que temos de retroceder, tenho certeza de que faremos isso.”
Uma das preocupações do secretário municipal é com o número de pessoas nas ruas de Franca, após a reabertura das lojas. Para ele, a autorização do Estado deveria ser para o funcionamento do comércio por um período mais longo, e não apenas quatro horas por dia. “Abrir por quatro horas é muito pior, porque você acumula mais gente do que abrir por mais tempo.”
Por isso, ele pede para que todos continuem seguindo as orientações de isolamento social. “Peço que a população fique mais retraída, fique em casa. Se precisar de sair, que saia apenas uma pessoa de cada família e use máscara.”
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