Na última quinta-feira, 28, os donos e representantes de academias de Franca se reuniram com o prefeito Gilson de Souza para propor novas medidas de segurança e tentar a reabertura do setor. A cartilha, apresentada à Prefeitura e feita em parceria com a Acad (Associação Brasileira de Academias), foi repassada ao governo estadual, que negou o pedido afirmando que Franca, que permanece na fase 2 e não tem condições de retomar as atividades nas academias.
No documento haviam diversas sugestões de cuidado e prevenção voltadas para clientes e funcionários. Disponibilização de álcool em gel em todos os setores dos estabelecimentos, uso obrigatório de máscaras, posicionamento de kits de limpeza e medição da temperatura de todos os frequentadores seriam apenas alguns dos procedimentos a serem adotados no retorno do ramo.
A negativa do pedido causou revolta nos proprietários, como afirma Carlos Eduardo, que esteve na reunião representando as academias de Franca e a Acad. Segundo ele, as academias foram deixadas em “segundo plano”, enquanto outros setores que oferecem mais riscos estão funcionando normalmente.
“Nós ficamos indignados, pois existem diversos estabelecimentos, como igrejas, bares e shoppings que oferecem mais perigo de contaminação voltando às atividades, e nós temos de ficar parados. Na nossa cartilha existiam diversos protocolos que reduziriam qualquer risco. Hoje, vemos pessoas jogando bola nos campos e outras praticando exercícios nas academias ao ar livre sem tomar qualquer cuidado com higiene. Isso sim é perigoso” explica Carlos.
Matheus Caetano, que é professor, doutor em Promoção da Saúde e proprietário da Nova Academia, afirma que a área, apesar não ser um serviço emergencial, já poderia ter sido retomada. “Nós somos profissionais da saúde também. As nossas atividades contribuem para que as pessoas mantenham-se saudáveis.
Com o projeto apresentado, conseguiríamos retornar ao trabalho de maneira segura”.
Em alguns proprietários fica, inclusive, o sentimento de injustiça, como conta José Marcio Olivieri, dono da academia Plena Forma. “Estamos nos sentindo injustiçados, já que somos da área da saúde e acabamos não sendo tratados como tal. A volta dos exercícios físicos orientados servirá para evitar novas doenças que poderiam surgir derivadas do sedentarismo oriundo da pandemia de Covid-19” afirma.
As academias da cidade, que estão paralisadas desde o dia 19 de março, ainda não têm data definida para a retomada.
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