Os motoristas de vans voltaram a procurar os vereadores na sessão desta terça-feira, 26, da Câmara Municipal de Franca. Pelo menos 100 vans fizeram um manifesto com buzinaço nas ruas próximas ao prédio do Legislativo.
Na Tribuna, o representante da ATEF (Associação do Transporte Escolar de Franca), Ronald Essado, voltou a pediu ajuda aos políticos na busca de uma solução para a classe que está com os serviços paralisados há mais de dois meses devido a pandemia do coronavírus.
Essado voltou a relatar as dificuldades financeiras que a classe vem passando e lembrou que os motoristas não se enquadram no programa do Governo Federal para receber o auxílio emergencial. “Nós estamos esperando uma ajuda da prefeitura que até hoje não chegou. Solicitamos fazer junto com a São José o transporte público em horários alternativos já que a empresa está alegando dificuldades para realizar o serviço. Se for dar ajuda financeira à São José, porque não contratar nossos serviços durante esse período de pandemia. Não é justo dar dinheiro para a empresa de ônibus e a gente ficar aqui parados sem uma fonte de renda. Esse tipo de transporte alternativo já existe em outras cidades”, disse.
O representante dos motoristas também disse que irá propor um empréstimo junto ao governo municipal (linha de crédito) para superar esse momento de Covid-19. “Também surgiu a ideia de um empréstimo junto à prefeitura. Nós receberíamos um auxílio de R$ 1.500,00 nesse período que estamos parados. A partir de janeiro (2021), quando tudo estará normalizado, começaríamos a pagar o empréstimo. Temos também impostos dos veículos para pagar”, sugeriu.
VERBA PARA A SÃO JOSÉ
A prefeitura deverá apresentar um Projeto de Lei na Câmara Municipal solicitando um auxilio emergencial para a São José no valor de R$ 1,2 milhão. O projeto já foi defendido na sessão passada pelo presidente da Emdef, Deyvid da Silveira. A empresa alega baixa demanda de usuários e queda no faturamento. Por conta disso já anunciou pelo menos 51 demissão de funcionários. Os salários também estariam atrasados e os motoristas ameaçam fazer greve.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, Pastor Sérgio Palamoni (PSD) disse na manhã desta terça-feira, a prefeitura ainda não protocolou o projeto solicitando o repasse financeiro para a empresa de transporte coletivo da cidade. Segundo apurado pela reportagem, pelo menos 12 vereadores já demostraram contrários ao ‘subsídio’ à empresa.
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