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Sesi fecha teatro e aulas esportivas, demite 12 funcionários e causa revolta


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O Sesi, que sempre foi uma das referências na área cultural de Franca, cancelou a realização dos cursos de área esportiva e teatral. Com isso, todos os professores e funcionários envolvidos acabaram demitidos em meio ao momento de crise, causando revolta nos alunos e a preocupação dos profissionais.

Além dos cursos terem sido cancelados, o que revoltou os alunos foi também a forma com a qual foram informados e o desamparo com os profissionais. Segundo os próprios alunos, o encerramento das atividades só foi avisado pelas redes sociais.

Victória Canali, que foi aluna do curso de Múltiplas Linguagens de teatro por mais de um ano, afirma que a cidade tem muito a perder com a descontinuidade das aulas. “Não é segredo para ninguém que Franca oferece pouquíssimas oportunidades de se conhecer áreas da cultura. Com o fechamento dos cursos e atrações do Sesi, a cidade acaba perdendo muito”, disse. “Eles realizavam um trabalho social maravilhoso conosco, por meio dos professores e funcionários. Permitiam que entrássemos em contato com peças, grupos teatrais e musicais, shows e mais. Isso não só na área cultural. Eles faziam com que seus alunos crescessem individualmente e coletivamente”, completou.

Para Eduardo Pereira Alves, que era aluno do curso teatral, a decisão foi feita de maneira equivocada e poderia ter sido repensada. “Eles poderiam ter consultado a população quanto ao encerramento das atividades. Afinal, os trabalhos que o Sesi fazia na cidade, como os cursos, shows e exposições gratuitos, vão deixar uma lacuna a ser preenchida. O corte de gastos não precisava ser justamente na área social”.

Eduardo afirma ainda que a pandemia foi apenas um “pretexto para um desmonte cultural que já iria acontecer”. “Eles poderiam usar outras medidas cabíveis no momento, como por exemplo suspender os contratos e reabrir os cursos quando tudo passasse. Mas não. Só nos resta lamentar, já que Franca perderá muito com a saída do Sesi da área”.

Apesar de preferirem não se pronunciar oficialmente, quando procurados pela reportagem, professores e funcionários demitidos demonstraram preocupação e insatisfação com a decisão tomada pelo Sesi. Segundo eles, os funcionários agora se veem “desamparados perante um cenário assustador”.

O descontentamento com o fechamento dos cursos por parte dos alunos foi tão grande que até mesmo um abaixo-assinado foi publicado na internet. Na petição, que já conta com mais de 3 mil assinaturas, o pedido é para que o Sesi não “abandone as atividades culturais”.

Por meio de nota, a empresa afirma que tem se esforçado para manter o funcionamento, no entanto, a crise acabou afetando drasticamente a receita nos últimos dias. “A crise do coronavírus tem castigado todos os setores da economia. O Sesi-SP tem feito todos os esforços para preservar seu quadro funcional. Entretanto, é impossível ignorar a queda de arrecadação causada pela desaceleração da economia, a redução compulsória de 50% da receita nesses meses e o nível de inadimplência, que é imprevisível. Além disso, estamos impossibilitados de manter funcionando as áreas esportivas e culturais. É um momento difícil para todos e até lá o Sesi-SP trabalhará com afinco para que o impacto seja o menor possível”. 

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