AJUDA

Secretaria de Ação Social tem mais de 8 mil pedidos de cestas básicas


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No período de pandemia, com muitas pessoas não tendo rotinas normais de trabalho e outras perdendo o emprego, famílias mais carentes necessitam do apoio da assistência social e de ações voluntárias.
 
Vem acontecendo iniciativas que envolvem centros comunitários, campanhas de doação oriundas da população, distribuição de cestas básicas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nas escolas públicas. Entretanto, tais ações ainda não atendem a necessidade de todos que precisam.
 
Para tentar combater isso, a Secretaria de Ação Social busca reforçar campanhas para arrecadação de alimentos. “No momento temos muitos pedidos e poucos produtos”, lamenta Eliete Neves, secretária do órgão municipal. O objetivo é que essa semana sejam intensificadas as ações para adquirir mais alimentos e poder ajudar aos que carecem. No mês passado, duas mil famílias receberam cestas básicas, representando apenas 25% dos pedidos.
 
Paralelo as campanhas da Ação Social, a Educação também distribuiu alimentos a famílias de alunos da rede pública. Com isso, o objetivo é priorizar aqueles que ainda não foram contemplados com as distribuições feitas por ambas Secretarias. Para seguir priorizando quem ainda não foi ajudado, Eliete pede para aqueles que tem ajudado através de trabalhos voluntários, entre em contato com órgãos oficiais para maior controle. “Há muitas doações feitas pela população que não temos acesso. Seria ótimo sabermos quais famílias estão sendo ajudadas, para que os nossos recursos cheguem aos que ainda receberam nada e todos possam ser beneficiados”.
 
Política de Segurança Alimentar
Projeto com parceria entre as Secretarias de Desenvolvimento e de Ação Social, pretende implantar hortas comunitárias e cadastramento de pequenos produtores para montagem de “cestas verdes”. O objetivo é que esses kits de verduras e frutas também cheguem até população que precisa, para que tenham acesso a uma alimentação de maior qualidade, melhorando seus sistemas imunológico e, consequentemente, a saúde dos indivíduos.
 
“Segurança alimentar não é apenas cesta básica. A cesta é o mínimo para sobrevivência. Nós queremos pensar como um todo e levar saúde para as pessoas, não só o mínimo”, afirma Neves.
 
O Núcleo Agrário Terra e Raiz (Natra), da Unesp, também colabora com a ideia. Através do grupo, foi conseguido a doação de R$10 mil mensais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no período de 6 meses, para produção das cestas verdes.
 
A partir dessa conquista do Natra, a perspectiva é que no próximo mês o número de doações suba de dois mil para quatro mil cestas distribuídas. Contudo, Eliete Neves afirma que o trabalho da Ação Social não pode se resumir apenas nas cestas. “É importante que nós consigamos ter uma visão macro da situação que vivemos. Olhar desde as marmitas distribuídas por nós, pelo Sesi, o trabalho do Bom Prato que está aberto diariamente, as campanhas de centros comunitários. Nosso olhar tem que ser muito além de cestas básicas. Temos que olhar para a população como um todo”, concluiu a secretária.

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