O mutuário da Caixa Econômica Federal ganhou mais um mês de folga para o pagamento da prestação de financiamento imobiliário obtido no banco. A decisão foi anunciada pela Caixa na quinta-feira, dia 14.
No total, agora são quatro meses de pausa. O prazo inicial foi de dois meses, decidido em 19 de março, espichado para três meses, uma semana depois, no dia 26. A ampliação, de acordo com a Caixa, será automática para os 2,3 milhões de clientes que já pediram a suspensão. A pausa na quitação das prestações para novos pedidos já será de quatro meses.
Os mutuários que desejam a interrupção devem fazer o pedido à Caixa. A indicação é o uso de canais digitais, como banco pela internet, aplicativo para celulares, como o “Habitação CAIXA”, e os telefones 3004-1105 e 0800 726 0505. A renegociação de contratos deve ser feita pelo telefone 0800 726 8068.
Os mutuários que assinaram contratos de financiamento imobiliário com a Caixa desde 13 de março, portanto a partir da última quarta-feira, já são beneficiados com a carência de seis meses. Só começam a pagar a prestação depois desse período de 180 dias
Demais bancos
Outros bancos, pelo menos os principais, do País também oferecem a possibilidade de suspender temporariamente o pagamento das parcelas mensais. O compromisso dos clientes com essas prestações que deixaram de ser pagas, entretanto, não cessa.
A forma como ela será cobrada depois depende da política de cada banco, mas os valores não pagos no vencimento regular devem ser incorporados ao saldo devedor do contrato. Por isso, de acordo com especialistas em direito imobiliário, quem tiver condições financeiras deve continuar pagando normal e regularmente as prestações, apesar da flexibilização.
Quem estiver com dificuldades não deve deixar de procurar o banco – todo o processo pode ser feito pelo site, app ou outros canais de comunicação do agente financeiro – para renegociar e pagar as prestações em atraso. Pelas regras do sistema, regido pelo instituto da alienação fiduciária, o mutuário que atrasar mais de duas prestações corre o risco de perder o imóvel, por meio de ação de retomada movida pelo banco.
Um caminho que os bancos sabidamente não desejam trilhar e abre opções de negociação em condições vantajosas para o mutuário. Boa parte dos agentes financeiros está ainda com estoque de imóveis retomados após a crise global de 2008 e em meados da década passada, sob pesada recessão, que se seguiu ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Pelo simples fato de que a gestão de carteira imobiliária, com custo adicional, não faz parte da área de interesse dos bancos.
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