A produção industrial encolheu em todos os 15 locais pesquisados em março ante fevereiro, mostram os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com a atividade industrial já afetada pela pandemia de covid-19, foi a primeira vez, desde que o IBGE passou a investigar 15 locais, em 2012, em que todos eles recuaram, sinalizando uma queda espalhada por todo o Brasil.
Nem mesmo em maio de 2018, quando a greve de caminhoneiros paralisou o País, houve recuo em todos os locais.
Em São Paulo, maior parque industrial do País, a queda foi de 5,4%, também o pior desempenho desde maio de 2018, quando o tombo foi de 12,4%.
Segundo Bernardo Monteiro, analista do IBGE, 14 das 18 atividades da indústria paulista tiverem resultados negativos em março, com as indústrias automotiva e de alimentos e bebidas à frente.
As quedas mais intensas ocorreram no Ceará (-21,8%), no Rio Grande do Sul (-20,1%) e em Santa Catarina (-17,9%), mas, sozinha, a indústria paulista responde por 34% da produção nacional.
Além de São Paulo, o desempenho das indústrias gaúcha e catarinense tiveram as maiores influências no tombo nacional.
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