passei o tempo inventando alegrias

e assim aqui hoje estou

frente à janela do desencanto

diante da paisagem estagnada

 

 lá fora minha vida não passa

amigos não me convidam

amantes não mais me desejam

pois deixei passar o tempo

sem me entregar a ninguém

para hoje me encontrar preso

ao desejo de ser cativo

 

ninguém mais olha meus olhos

não mais cobiçado eu sou

e quem antes tentou me aliciar

hoje troca de calçada

temente de minha memória

 

 

 

 

 

 

 

 

conto os minutos

de encontros não marcados

para ser feliz até o momento

em que eles não acontecem

 

parto para as noites em desespero

e volto com os olhos úmidos

acreditando no consolo

dos sonhos que não sonharei.

 

           

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários