Jacinda Ardern ganhou as capas dos principais jornais do mundo em 2018, quando ao participar de um encontro na ONU levou consigo a filha de três meses. Só a passou ao colo do pai quando chamada a discursar. Primeira -ministra da Nova Zelândia, ela voltou aos holofotes recentemente, ao decretar quarentena assim que a China anunciou o novo coronavírus.
Ao lado dessa jovem liderança feminina encontram-se outras que vêm dando um show na luta contra a covid-19. Mãe de três crianças, líder de movimentos a favor das mulheres e contra o porte de armas, a primeira-ministra da Islândia, Katrin Jocobsdottir, mandou aplicar testes de forma massiva em toda a população assim que soaram os sinos chineses.
Com esse mesmo perfil destaca-se Sanna Marin,34, primeira-ministra da Finlândia e uma liderança aclamada além- fronteiras. Ela enfrentou a peste com firmeza, exigindo isolamento social e combatendo com veemência as fake news, também praga universal.
Sua colega de cargo, a dinamarquesa Mette Frederiksen, da mesma forma se sagrou vencedora na luta em que mais de 168 países estão envolvidos. Foi a primeira a fechar fronteiras e tomar outras medidas enérgicas, como rígida quarentena, no momento em que outros vacilavam e deixavam populações indecisas.
Da Alemanha vem o exemplo de Ângela Merkel. Com seu jeito objetivo e a racionalidade que caracteriza os germânicos, dirigiu-se aos alemães dizendo-lhes que se preparassem para enfrentar “o maior desafio desde a Segunda Guerra”. Propôs um esquema de prevenção ao qual a população aderiu porque acreditou nas suas palavras.
Do outro lado do mundo, em Taiwan, ilha que fica no sudeste da China, a presidente Tsai-Ing-Wen, tão logo foi alertada para os casos do país vizinho, editou uma medida com 124(!) pontos, cuja implementação disciplinada garantiu um dos mais baixos números de mortes até a semana passada.
A contribuição da governante norueguesa Erna Solberg foi parecida à das citadas até aqui. Mas vai ficar na história a maneira como ela participou de um programa de televisão destinado apenas a crianças, no último 20 de março. Meninos e meninas de todo o país puderam lhe fazer todas as perguntas que quiseram . Assim, esclareceram dúvidas sobre contaminação, diagnóstico, sintomas, tratamentos etc. Com jeito de avó, Erna disse que não havia problema em "sentir medo" já que tantas coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo. A partir das crianças, tranquilizou os pais e as famílias para que todos pudessem cumprir juntos e com calma as orientações do governo.
Essas mulheres inteligentes, decididas, corajosas e incríveis defensoras da Vida são governantes dos sete países que, até agora, menos sofreram os impactos da covid-19, segundo pesquisa de organização internacional que postou sobre elas um vídeo na internet. Sob meu ponto de vista, há uma explicação básica na coincidência: mulheres foram por séculos cuidadoras e muitas, como as citadas, trazem dentro de si especiais capacidade de zelo e empatia pelo outro. Quando muitas Jacindas, Katrins, Sannas, Mettes, Ângelas, Tsais e Ernas estiverem liderando ao redor do planeta, podem ter certeza: o mundo será melhor. E a Terra, que é feminina, e é nossa mãe, agradecerá.
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