Franca registrou nessa quarta-feira, 6, o pior índice de isolamento social desde o início da quarentena, em 20 de março. Ontem, o porcentual ficou em apenas 40%. Isso quer dizer que seis em cada dez francanos foram às ruas, descumprindo as recomendações dos especialistas em Saúde para evitar a disseminação do novo coronavírus.
Nos dias 18 e 19 de março, imediatamente anteriores ao começo da quarentena em Franca, o índice de isolamento social na cidade foi de 38% e 39%, respectivamente. A queda nos cuidados acontece exatamente no mesmo período em que se agrava a pandemia no Brasil.
O país registrou nos últimos dois dias 600 e 615 mortes causadas pelo Covid-19, com São Paulo liderando os registros. Desde a segunda semana de abril, a Semana Santa, os índices de isolamento vêm caindo em Franca e no Estado.
De acordo com estudo apresentado nesta quinta-feira, 7, pelo Governo de São Paulo, a cada três dias, 38 novas cidades do Estado confirmam casos do novo coronavírus. Hoje, dos 645 municípios paulistas, 371 já registraram a circulação do vírus.
E com a queda constante no índice de isolamento social, a tendência é que mais cidades registrem o Covid-19 e, consequentemente, mais pessoas se contaminem e morram.
“Nós conseguimos verificar o crescimento da pandemia em mais municípios do Estado de São Paulo de forma mais aguda. No início de maio, chegamos a 38 cidades a cada três dias. Se seguir por esse caminho, significa que todos os municípios terão contágio do vírus até o final de maio”, disse o Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.
Segundo Vinholi, a aceleração no número de casos da doença no Estado coincide com a queda na quantidade de pessoas que respeitam a quarentena. “Conseguimos verificar esse grande impacto de aceleração no interior do Estado ao mesmo tempo em que as taxas de isolamento caíram. É um momento de atenção”, alertou Vinholi.
O Estado de São Paulo chega, nesta quinta-feira, a 39.928 casos de Covid-19, com 3.206 mortes. Em Franca, são 50 casos, com duas mortes.
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