O representante das bancas de pesponto de Franca, Arnaldo Donizete Padilha, usou a Tribuna da Câmara, nesta terça-feira, 5, para falar das dificuldades que os trabalhadores do setor vêm enfrentando durante esse período de pandemia do coronavírus. A cidade conta com mais de 500 bancas cadastradas na Associação das Bancas de Pesponto de Calçados de Franca.
“Essa crise começou a quatro meses atrás, só que pra nós isso existe há décadas. Eu creio que os vereadores não conhecem a realidade das bancas de pesponto, não conhecem a realidade nossa, a gravidade que estamos passando. Precisamos formar uma comissão das bancas para que algo seja feito. Por favor nos ajudem, ouçam nosso grito. Precisamos de socorro”, disse Arnaldo.
O advogado dos representantes das bancas de pesponto, Lucio Rangel Alves, que acompanhava Arnaldo, pediu a formatação de uma comissão para trabalhar junto com a Secretaria de Desenvolvimento da Prefeitura para buscar uma solução imediata para a categoria. “O governo federal lançou um auxílio aos municípios, e Franca deve receber 43 milhões. Uma fatia poderia ser destinada para ajudar as bancas em Franca”.
“Se acabar as bancas, no futuro as fábricas também fecham. Todos foram pegos de surpresa com essa pandemia, mas precisamos que a Secretaria de Desenvolvimento Municipal venha a fazer algo pelas bancas. Esperamos um retorno do prefeito para aliviar a situação crítica que atravessa os trabalhadores dessa categoria nesse momento”, destacou Claudinei da Rocha (MDB). “As bancas sofrem com um problema histórico. Não temos condições de fazer uma lei, mas temos condições de fazer estudos, acompanhamento para buscar uma solução. O caminho mais rápido é uma Associação forte para fazer esse enfrentamento”, disse Corrêa Neves Jr (PSD).
“É momento desse governo (prefeito) ajudar essa categoria nem se for com uma cesta básica. A fome não escolhe partido. O prefeito exonerou 99 cargos comissionados e tem dinheiro em caixa. Poderia lançar mão desse dinheiro e devolver parte dele para esses trabalhadores dessa categoria”, sugeriu Marco Garcia (Cidadania).
Os vereadores Pastor Otávio Pinheiro (PTB), Adérmis Marini (PSDB) e o presidente da Câmara, Pastor Sérgio Palamoni (PSD) também se solidarizaram com a categoria.
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