PREOCUPAÇÃO

Prefeitura estuda ir à Justiça contra a Caixa: 'Houve um despreparo'


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Nos últimos dias, por conta do auxílio emergencial, filas estão sendo formadas nas agências Caixa
Nos últimos dias, por conta do auxílio emergencial, filas estão sendo formadas nas agências Caixa

As longas e desorganizadas filas nas portas das agências bancárias de Franca, principalmente da Caixa Econômica Federal, preocupa a Prefeitura, que estuda ir à Justiça para aplicar sanções mais duras aos bancos. Além do desrespeito com os cidadãos, a preocupação é com a disseminação do novo coronavírus. O secretário de Administração, Luís Roberto de Oliveira, afirma que houve um “despreparo” da Caixa para o pagamento do auxílio emergencial.

O que se vê nesta semana nas portas das agências da Caixa beira o absurdo. Centenas de pessoas se aglomerando em imensas filas em busca dos R$ 600 prometidos pelo Governo Federal, como forma de auxílio a desempregados, autônomos, domésticas e MEIs (microempreendedores individuais), para enfrentar a crise do coronavírus. Algumas pessoas chegam a dormir na porta das agências para garantir o dinheiro que pode representar a única renda da família.

Em entrevista ao jornalista Corrêa Neves Júnior na Live do GCN, transmitida nas páginas do portal no Facebook e Instagram, na noite dessa quarta-feira, 29, o secretário municipal lembrou que decretos municipais obrigam as empresas a organizarem as filas em seus estabelecimentos, de modo a respeitar os dois metros de distanciamento entre as pessoas, evitar aglomerações e barrar a entrada de clientes sem máscaras no interior de bancos ou outro tipo de serviço ou comércio que esteja autorizado a funcionar.

“A Prefeitura intensificou a fiscalização sobre os bancos. Hoje (ontem), já fizemos isso. Fomos até uma agência da Caixa e fomos, inclusive, mal recebidos pelo gerente”, ressaltou Oliveira. “Ele disse que a obrigação de organização da fila deveria ser da Prefeitura. Mas, não é! A responsabilidade é do banco”, completou.

O secretário disse que, na primeira fiscalização, a agência é advertida e “devidamente” orientada sobre suas obrigações. “Se amanhã, a fiscalização voltar àquela agência e a fila permanecer, ela vai ser autuada e receber uma multa, que está prevista no Código de Posturas do Município”, explicou.

Ele reconhece, porém, que o valor da sanção é irrisório para uma instituição que lucra bilhões. Por isso, a Prefeitura estuda acionar na Justiça os bancos que não cumprirem com suas obrigações na luta contra o coronavírus. A intenção é que seja aplicada uma multa diária.

Sobre as demais sanções previstas na legislação municipal, como a cassação do alvará de funcionamento, Oliveira alegou ser uma medida “muita drástica”.

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