Nem mesmo a disparada nas confirmações de casos do novo coronavírus foi capaz de manter os francanos em casa. O índice de isolamento social na cidade continua baixo. As últimas segunda e terça-feira foram com mais pessoas nas ruas de Franca desde o início da quarentena em 20 de março.
Na segunda-feira, 27, quando Franca confirmou sete casos positivos de Covid-19, o isolamento social ficou em 43%. Já ontem, com mais nove casos confirmados, o porcentual oscilou para 44%. As médias no Estado foram de 48% nos dois dias.
A começar pela segunda-feira, 23 de março, e a terça, 24, os índices ficaram em 53%, 53%, 52% (dia 30), 59% (dia 31), 47% (dia 6), 46% (dia 7), 46% (dia 13), 45% (dia 14), 46% (dia 20), 53% (dia 21 – feriado) e, agora, os 43% e 44%.
A queda, semana após semana, explica a disparada nos casos de coronavírus na cidade, dizem os especialistas. “Chegamos a uma fase na cidade que prevíamos lá atrás, que é a dispersão maior do vírus neste momento, em decorrência de algum fator facilitador para a transmissão ocorrido entre uma semana e 15 dias, que é o período que a gente chama de incubação do vírus. Dentro das expectativas epidemiológicas, era esperado esse aumento porque boa parte da população de Franca relaxou neste período o isolamento social", disse o médico epidemiologista Homero Rosa Júnior, na última segunda-feira.
Entre segunda e terça-feira, os casos de coronavírus em Franca mais que dobraram. Até domingo, eram 13 confirmações, passando para 20 na segunda e 29 na terça. “Esses dois dias nos deixam muito preocupados. O momento é de isolamento social, de ficar em casa e, se realmente necessitar sair, se for inevitável, usem máscara. Qualquer pessoa que estiver na rua corre o risco de se infectar, não importa onde ela esteja”, alerta o secretário de Saúde, José Conrado Netto.
Os dados sobre o isolamento social são do Simi-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo), disponibilizados pelas operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM, sobre o deslocamento de celulares nos 645 municípios do Estado.
De acordo com o Centro de Contingência do Coronavírus do Estado, o índice ideal é de 70%, para que a proliferação do vírus seja minimizada e o sistema de Saúde consiga atender a todos os pacientes da doença. Mas 50% seria o aceitável.
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