O coordenador da Secretaria da Saúde de Franca, Luiz Carlos Vergara, fez um balanço sobre a pandemia do coronavírus em Franca, em reunião com os vereadores nesta sexta-feira, 17, na Câmara Municipal. Além dele, a secretária de Ação Social, Eliete Neves, também participou do debate analisando a atual situação da doença na cidade.
Vergara falou das dificuldades que a prefeitura encontra para comprar equipamentos de segurança para os profissionais da saúde, de fazer o teste rápido nas pessoas suspeitas com o vírus, além de destacar que o município aguarda o complemento da verba do Governo Federal e do Estado, para o combate do Covid-19. O governo do Estado repassou até agirá R$ 6 milhões para ajudar Franca no combate ao Coronavirus. Após dizer durante sua apresentação que o governo federal não havia repassado nada, Vergara corrigiu sua fala no final e disse que R$ 2 milhões repassados. No total, Franca pediu uma ajuda de R$ 23 milhões para o governo federal.
Risco
O coordenador acredita que a reabertura das indústrias, que voltaram a funcionar no último dia 13, deve determinar o pico da doença na cidade. “Elaboramos um plano para a volta da indústria, e vamos ter um resultado disso só daqui a uma semana. O reflexo desse retorno após daqui a 15 dias é o que poderá indicar a curva do contágio em Franca em relação à doença. Essa curva pode ir alternando. Pode ser que no dia 10 de maio (nova data do decreto de Doria) possa passar para junho. Não há uma cidade, um estado, um país que estava preparado para isso”, destacou Vergara.
Ele revelou que tem dinheiro em caixa para comprar 12 respiradores, mas está havendo abuso econômico, o que já foi denunciado ao Ministério Público. “Um kit de máscara hoje, por exemplo está custando R$ 150 reais. Recebemos doações de EPIs, o que é importante, nesse momento que os equipamentos estão em falta. Caso nossos profissionais venham a adoecer, quem vai atender da população”, perguntou.
Vergara lembrou que os testes para COVID-19 vem sendo realizados apenas nas pessoas com sintomas graves. “Os médicos que vão decidir quem será testado porque não há exames para fazer os testes em grande escala para ver quantas pessoas estão contaminadas”.
Câmara
O presidente da Câmara, Pastor Palamoni, informou que o Legislativo também vem colaborando com o momento da doença, promovendo uma economia de cerca de R$ 370 mil/ano, com algumas medidas. Palamoni disse que ele mesmo abriu mão de um assessor direto, economizando também ao congelar os salários dos servidores do legislativo e com restrição de viagens dos vereadores.
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