Depois da secretária de Ação Social, Eliete Neves dar uma explanação geral sobre os serviços prestados em sua pasta nesse momento de combate ao coronavírus, em reunião na Câmara Municipal de Franca, nesta sexta-feira, 17, foi a vez do Coordenador de Saúde, Luiz Carlos Vergara, falar sobre o COVID-19.O coordenador disse que a preocupação do prefeito e das autoridades tem que ser de forma geral, no social, na economia, na saúde e educação. “Elaboramos um plano para a volta da indústria, e vamos ter um resultado disso só daqui a uma semana. O reflexo desse retorno após daqui a 15 dias é o que poderá indicar a curva do contágio em Franca em relação à doença. Essa curva pode ir alternando. Pode ser que no dia 10 de maio (nova data do decreto de Doria) possa passar para junho. Não há uma cidade, um estado, um país que estava preparado para isso”, destacou Vergara.
Vergara revelou que tem dinheiro em caixa para comprar 12 respiradores, mas está havendo abuso econômico, o que já foi denunciado ao Ministério Público.
O coordenador declarou que o município ainda não recebeu verba do Governo Federal para conter a pandemia. “Foi pedido R$ 25 milhões, não foi liberado nada. Solicitamos R$ 12 milhões ao Estado e vieram apenas R$ 6,2 milhões”.
Vergara lembrou que os testes para COVID-19 são realizados apenas nas pessoas com sintomas graves. “Os médicos que vão decidir quem será testado porque não há exames para fazer os testes em massa para ver quantas pessoas estão contaminadas”.
Sobre a falta de EPIs, Vergara se mostrou preocupado. “Recebemos doações de EPIs, o que é importante, nesse momento que os equipamentos estão em falta. Caso nossos profissionais venham a adoecer, quem vai atender da população?”, perguntou.
Economia
O presidente da Câmara, Pastor Palamoni, informou que o Legislativo também vem colaborando como momento da doença, promovendo uma economia de cerca de R$ 370 mil/ano, com algumas medidas. Palamoni disse que ele mesmo abriu mão de um assessor direto, economizando também ao congelar os salários dos servidores do legislativo e com restrição de viagens dos vereadores.
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