Desde que o prefeito Gilson de Souza (DEM) decretou estado de emergência em Franca e determinou o isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, em 20 de março, este é o início de semana com o menor índice de pessoas em casa na cidade. Nesta segunda e terça-feira, a média de isolamento foi de 45,5%.
Os dados são do Simi-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo). Segundo os números divulgados hoje, o número de pessoas que ficam em casa vem diminuindo semana a semana.
Na sexta-feira, 20 de março, primeiro dia de quarentena, o percentual de isolamento social foi de 44% e subiu a 58% no sábado, 21. Na semana de 22 a 28 de março, o índice médio de 53,42%. De lá para cá, o número só caiu: 51,48% na semana seguinte, entre 29 de março e 4 de abril, e 50% na Semana Santa, entre 5 e 11 de abril.
Foi na Semana Santa, inclusive, que Franca registrou o maior e o menor percentual de isolamento social. Aparentemente, os francanos resolveram sair às ruas na quinta para ficar em casa na Sexta-feira Santa. O isolamento nesses dias foi de 43% (o menor desde o início da quarentena) e 60% (o maior), respectivamente.
Nesta semana, a taxa de pessoas que ficam em casa vem caindo dia após dia. Começou com 59% no Domingo de Páscoa, caiu a 46% na segunda-feira e a 45% nessa terça-feira, 14.
Nesses 26 dias de quarentena, o isolamento social já deixou de ser norma de decreto municipal, para ser determinação de decreto estadual, em vigência até o próximo dia 22.
De acordo com o Governo do Estado de São Paulo, 70% é o índice ideal de isolamento para que o vírus não se espalhe descontroladamente e o sistema de Saúde consiga atender a população. “Se a taxa continuar baixa, o número de leitos disponíveis no sistema de saúde não será suficiente para atender a população”, alerta o governo.
No Estado, o índice de isolamento foi de 50% nessa terça-feira, o mesmo do dia anterior. Os dados fazem parte do SIMI-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo), disponibilizados pelas operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM, sobre o deslocamento de celulares nos municípios do Estado.
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