O secretário de Saúde de Franca, José Conrado Netto, afirmou que acredita no retorno gradual do comércio. Em entrevista à rádio Difusora, nesta quarta-feira, 15, defendeu, porém, que um eventual afrouxamento na quarentena deva vir acompanhado da manutenção do distanciamento social e do uso universal de “máscara”, entre outras medidas.
O secretário ressaltou, ainda, que a decisão não cabe à Prefeitura. “Acredito, sim, que o comércio possa voltar a funcionar em horário reduzido e com outras medidas, mas a gente depende da liberação do Governo do Estado”, disse ao Programa Hora da Verdade.
“Acredito que se a gente sair desta quarentena, precisaremos ter alguns itens que não poderão deixar de ser feitos, como manter distanciamento social de um metro entre pessoas e fazer uso universal de máscara, nem se for caseira”, completou ele, reforçando que a maior preocupação da Secretaria de Saúde é que o número de casos do novo coronavírus em Franca comece a crescer.
Netto avalia como “muito positivo” o isolamento que a população de Franca vem respeitando, em maior ou menor grau, desde 20 de março. “Tenho convicção de que ele foi um dos pilares para a gente manter a curva (de disseminação do Covid-19), aqui em Franca, em um nível que o nosso sistema de saúde consiga atender.”
O sistema de monitoramento de isolamento social do Governo do Estado mostra que apenas 46% da população de Franca ficou em casa na última segunda-feira, 13. O número é menor que os 60% da sexta-feira, feriado, e maior que o observado nas últimas quarta-feira e quinta-feira, 45% e 43%, respectivamente.
Segundo Netto, a quarentena foi decisiva, inclusive, para o controle de casos de outras doenças respiratórias. “Em média, 150 pessoas passam por dia no pronto-socorro com sintomas respiratórios. Os suspeitos de Covid-19, com sintomas graves, são encaminhados para o hospital de referência, que é o Hospital do Coração, onde são internados e testados”, disse ele, reiterando que o Ministério da Saúde autoriza a realização de exames apenas em pacientes internados.
“A curva (de casos) está dentro do que nosso sistema consegue atender. Nosso medo é de as pessoas estarem saindo de casa, esta curva comece a crescer e a gente não consiga atender”, alertou Netto. “Vai sair de casa, use máscara.”
O secretário explicou que as autoridades municipais monitoram a procura pelos serviços de Saúde e, se constatarem um aumento nos atendimentos, medidas mais drásticas podem ser tomadas.
“A gente acompanha se as consultas estão aumentando, acompanha o número de acidentes automobilísticos, o número de chamadas aos serviços de resgate - Bombeiros e Samu -, o número de casos suspeitos de coronavírus e o número de ocupação de leitos. Esse acompanhamento é semanal, e se esses índices aumentarem, tomaremos medidas mais restritivas”, afirmou.
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