Lembro-me bem do meu saudoso avô, Dr. Setímio, contar o drama vivenciado pela humanidade em 1918, com a disseminação da “Gripe Espanhola” por todo o planeta. Estima-se que ela tenha ceifado a vida de mais de quarenta milhões de pessoas, em uma época em que a população mundial era bem menor que a atual.
Com o advento da penicilina e a evolução da indústria farmacêutica, desenvolvendo eficientes antibióticos, imaginava-se que fato semelhante não viesse a se repetir em nosso planeta. Ledo engano, infelizmente.
Agora a humanidade se debate com o Covid-19. Um vírus que tem características bem macabras. Para alguns não traz qualquer consequência. Para outros, as consequências são perfeitamente toleráveis. Mas para uma outra camada da sociedade, especialmente idosos e portadores de comorbidades pré-existentes, ele é letal, levando as pessoas a óbito de forma cruel, com falta de ar, semelhante ao que acontece com aqueles que morrem afogados.
Mas a Providência Divina não faltará às suas criaturas, neste momento difícil, como, aliás, não faltou em outras oportunidades. É bom lembrar que Jesus profetizou que a humanidade conviveria com guerras, fome, pestes, terremotos e outra calamidades, mas que tudo em seu tempo seria superado.
Esses episódios, embora tragam muito sofrimento, paradoxalmente, acabam sendo úteis ao planeta. Primeiro porque possibilitam o avanço tecnológico. Em segundo lugar fazem com que alguns se conscientizem que não são deuses, e passem a pensar e agir naquilo que realmente é essencial à nossa evolução moral e, em terceiro lugar, prestam-se a desenvolver em nós o espírito de solidariedade, atributo fundamental para deixarmos de fazer o bem esporadicamente e procurarmos fazê-lo de forma permanente, como um objetivo de vida.
Estejamos convictos que a humanidade vai vencer mais essa guerra, como já venceu outras no passado. Mas para alcançá-la, resta-nos orar e prevenir, esquecendo preferências políticas e ideológicas, adotando práticas preconizadas pelas autoridades sanitárias, desprezando bravatas e sugestões sem qualquer conteúdo científico.
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