ELEIÇÕES 2020

Quase metade dos vereadores troca de partido em Franca


| Tempo de leitura: 5 min
Donizete da Farmácia foi para o MDB
Donizete da Farmácia foi para o MDB

Seis dos 15 vereadores da Câmara Municipal de Franca aproveitaram a janela partidária, que encerrou na sexta-feira,3, para trocarem de partido. Outros nove decidiram permanecer em suas legendas. Isso significa que 40% dos parlamentares resolveram mudar de ares para tentar a reeleição em 4 de outubro de 2020.

A dança das cadeiras apresentou algumas surpresas e outras nem tanto. O PSDB, que tinha o maior número de parlamentas na Câmara, sofreu duas baixas e viu sua bancada ser reduzida à metade.

O partido tucano perdeu Donizete da Farmácia, que foi para o MDB, e Tony Hill, expulso da legenda ainda em 2019 ao aceitar ser o líder de Gilson de Souza na Câmara. Tony foi para o DEM, de Gilson.

Com a filiação de Donizete, Claudinei da Rocha, que deixou o PSB, e a permanência de Arroizinho, o MDB passa a ter o maior número de vereadores no Legislativo (três) neste restante de mandato. O PL, da delegada Graciela Ambrósio, acertou com Ilton Ferreira, que deixou o DEM, e com Carlinhos do Petrópolis, que estava no MDB. Agora, passa a contar com dois parlamentares na Câmara da noite para o dia.

O PSD é outro partido que passa ter dois representantes na Câmara, Corrêa Neves Jr, que continua no partido, e o presidente da Câmara, Pastor Sérgio Palamoni. Com a saída de Palamoni, o PSB desaparece da Casa de Leis.

Donizete da Farmácia disse que a maneira como Tony Hill foi expulso do PSDB pesou na decisão em deixar a legenda. “Respeito a diretiva do partido, mas acho que o Tony Hill deveria ter sido tratado com mais carinho pelo potencial político que ele tem na cidade. A recusa de Sidnei Rocha em não sair a candidato a prefeito pode ter pesado também um pouquinho na minha decisão. Mas só tenho agradecimento ao PSDB”, ponderou o vereador, que cumpre seu terceiro mandato. Tony Hill, por sua vez, disse que está otimista. “O DEM tem um bom time de candidatos”, disse.

Carlinhos do Petrópolis argumenta que a sua troca de partido se deve a aproximação com a deputada estadual Delegada Graciela. “Tivemos algumas conquistas com obras em várias regiões da cidade e também recursos de deputados e senadores para várias entidades e principalmente para a Santa Casa”, disse.

“Acredito ser o momento certo para a mudança. O meu partido anterior está dificultando nossa saída, mas vamos acertar tudo e seguir em frente”, revelou Ilton Ferreira, o novo companheiro de legenda de Carlinho.

Palamoni, presidente da Câmara, destacou pontos em comum para se transferir para o PSD. “Decidi trocar de partido depois do convite feito a mim pelo presidente do partido, Correa Neves Jr, e pela pré-candidata a prefeito, Flávia Lancha. Conversei muito com os dois. A Flávia falou sobre seus projetos para a cidade, sobre o que pensa a respeito da atual situação da cidade, da política e da gestão pública. Eu falei sobre meus planos e vi que temos muitos pontos em comum e decidi apoiá-la”.

‘Fico’

Alguns nomes chegaram a cogitar mudanças de lado, mas resolveram seguir em seus partidos, como Pastor Otávio Pinheiro (PTB), Cristina Vitorino (REP) e Arroizinho (MDB). “Vamos ter chapa completa nessa eleição. Nós teremos candidato a prefeito (Orivaldo Donzelli) e eu tenho um grupo de pessoas que está comigo. São pessoas que já vem aguardando há um bom tempo e querem ser candidatos a vereador”, informou Pastor Otávio Pinheiro, presidente do PTB em Franca.

“Decidi ficar no MDB porque foi o meu primeiro partido e eu devo muito a todos. Não vejo motivo para troca nesse momento”, afirmou Arroizinho. 

Secretário é supreendido por exonerações de Gilson de Souza

Na última semana, o governo Gilson de Souza exonerou vários secretários. Elson Boni, até então secretário de Esportes e Cultura;Marlon Centeno, presidente da Feac, Edgar Ajax, na Educação, Adriano Tosta, no Meio Ambiente e Luiz Carlos Vergara na Saúde, perderam o posto de secretários.

A medida é necessária para obedecer a lei eleitoral que exige a desimcompatibilização de secretários, que pretendam disputar as eleições, até seis meses antes do pleito.

O problema é que, em alguns casos, o prefeito Gilson de Souza (DEM) parece não ter avisado a eles que faria as demissões. O secretário de Serviço e Meio Ambiente, Adriano Moreira Tosta, fez um post em sua rede social dizendo que foi surpreendido com sua exoneração. “Fiz o que tinha de melhor para minha cidade e tenho minha consciência tranquila enquanto secretário de obras e meio ambiente, porém, fui surpreendido pelo prefeito municipal sem qualquer motivo e hoje não ocupo mais este cargo”, desabafou ele, que foi nomeado coordenador da mesma pasta no dia seguinte (cargo que exigiria um tempo de desimcompatibilização menor). “Eu não sou candidato a vereador no momento”, disse, ao ser procurado pela reportagem.

Outro que foi ‘rebaixado’ de função foi Luiz Carlos Vergara, que deixa de ser Secretário de Saúde para ocupar uma vaga de coordenador da mesma pasta, mesmo sem definir se vai concorrer a algum cargo eletivo. Vergara não atendeu às ligações da reportagem até o fechamento desta edição.

Diretor Marcos deve ser vice de Flávia Lancha

Na manhã deste sábado, a empresária Flávia Lancha, pré-candidata a prefeita pelo PSD, anunciou a filiação de Marcos Antônio Pereira do Amaral. Ele deverá ser o candidato a vice.
 
A notícia tem forte impacto no cenário político. Além de reforçar seu partido, Flávia desfalca ainda mais os quadros de um concorrente direto, o PSDB de Adérmis Marini.
 
Dirigente Regional de Ensino, diretor Marcos era até esta manhã o primeiro suplente a vereador pelo PSDB. Nas últimas eleições, recebeu 1.792 votos.
 
Durante os primeiros meses da atual legislatura, Diretor Marcos ocupou uma cadeira na Câmara no lugar do mesmo Adérmis Marini. Em agosto de 2018, outra oportunidade surgiu para ocupar o cargo, já que Adermis se afastou da Câmara para disputar as eleições daquele ano.
 
No mesmo dia em que assumiria uma cadeira na Câmara como suplente no lugar de Adérmis, diretor Marcos foi nomeado pelo governo do Estado ao posto de Dirigente Regional de Ensino. Por haver conflito na área de atuação e incompatibilidade nos horários, optou pela carreira e abriu mão da vaga na Câmara.
 
Nos últimos meses, ele disse várias vezes que não pretendia deixar o PSDB, nem disputar as eleições. Mudou de ideia ao conhecer o projeto de Flávia. “Estou muito feliz e honrada por ele ter se juntado ao nosso grupo. Será o meu candidato a vice-prefeito”, afirmou Flávia.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários