QUARENTENA

Doria deve prorrogar quarentena em São Paulo e manter comércio fechado


| Tempo de leitura: 2 min
São muito grandes as chances do governador João Doria (PSDB) prorrogar a quarentena em todo o Estado de São Paulo e manter o setor comercial fechado. Inicialmente, a paralisação de lojas, estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes e uma série de outras atividades foi decretada até terça-feira, 7 de abril. Reportagem do jornal Valor Econômico publicada na sexta-feira, com base em fontes com acesso próximo ao governador, revela que o isolamento deve ser mantido pelo menos até 14 de abril. Há quem defenda, como o infectologista David Uip, chefe do comitê de combate ao Coronavirus no Estado, que o isolamento continue até o final do mês. O governador já disse que só vai se posicionar sobre o assunto na segunda-feira, dia 6.
 
Ha duas alas distintas pressionando o governador neste instante. Uma, ligada aos setores produtivos, teme os efeitos da quarentena prolongada na economia. Entidades e federações do setor comercial querem o relaxamento do isolamento e ajustam detalhes de um plano de trabalho que reduza as chances de contágio com a retomada. Haveria desde equipamentos para funcionários até limitaçao no número de clientes atendidos nos estabelecimentos. Mesmo este grupo apoiaria, neste instante, a prorrogação da quarentena por uma semana para que as empresas tivessem tempo de se ajustar para a reabertura.
 
A outra ala, ligada aos médicos, teme uma explosão de casos se houver relaxamento do isolamento social. Alguns acreditam, inclusive, que as medidas adotadas são insuficientes e que, além da prorrogação do prazo de fechamento dos estabelecimentos comerciais até pelo menos o fim do mês, pode haver necessidade de medidas adicionais de restrição, como a proibição da circulação de pessoas sem motivo justificado. O pesadelo para essa ala são os cenários vividos pro Itália, Espanha, Estados Unidos e, mais recentemente, Equador, com corpos espalhados pelas ruas das maiores cidades sem condições sequer para serem sepultados. Pesa também na avaliação dos médicos que assessoram o governador a declaração do ministro da saúde, Luiz Mandetta, que alertou para a falta de equipamentos essenciais no combate ao Covid-19, como máscaras, luvas e respiradores artificiais. São Paulo é o Estado com o maior número de casos confirmados e também lidera os registros de mortes pela pandemia.
 
A expectativa é que Doria anuncie sua decisão durante entrevista coletiva às 12h30 de segunda-feira. Numa coisa, ambas as alas concordam:  é praticamente impossível que o o governador libere a abertura de tudo a partir de quarta-feira, dia 8. Tudo deve seguir  fechado por, no mínimo, mais uma semana.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários