ESTRUTURAS

Franca estuda montar hospital de campanha no Póli, 'Fernando Costa' ou 'Lanchão'


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“Nós estamos fazendo orçamento para ver, financeiramente, quanto isso custaria”, disse o chefe de Gabinete da Prefeitura de Franca, José Conrado Netto, que comanda o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, em entrevista à rádio Difusora
“Nós estamos fazendo orçamento para ver, financeiramente, quanto isso custaria”, disse o chefe de Gabinete da Prefeitura de Franca, José Conrado Netto, que comanda o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, em entrevista à rádio Difusora

O Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus de Franca, formado pela Prefeitura, hospitais e profissionais da Saúde, trabalha com a expectativa de aumento nos casos do Covid-19 na cidade já nas próximas semanas. E para se preparar para um provável agravamento da pandemia, estuda montagem de estruturas específicas para o tratamento de pacientes com o Covid-19. Uma delas é o hospital de campanha.

O Complexo Poliesportivo, o Parque “Fernando Costa” e o Estádio Municipal “Lanchão” são os locais estudados para a montagem do hospital, que receberá os pacientes com coronavírus. “Nós estamos fazendo orçamento para ver, financeiramente, quanto isso custaria”, disse o chefe de Gabinete da Prefeitura de Franca, José Conrado Netto, que comanda o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, em entrevista à rádio Difusora. O objetivo é não lotar os hospitais da cidade e evitar um colapso do sistema de saúde de Franca.

Segundo Netto, o hospital seria um local para isolar os pacientes com a doença, em situação não grave, que não teriam a necessidade de voltarem para casa. Evitando, assim, a proliferação do vírus. “São leitos para pessoas que estão com vírus e que ficarão isoladas lá. Se precisarem de leitos de UTI, serão encaminhadas para os hospitais”, explicou.

A partir do orçamento que está sendo levantado, o Comitê definirá o número de profissionais de Saúde necessários para o funcionamento do hospital de campanha. Mas o chefe de Gabinete adianta que a ideia é contar com a ajuda dos hospitais particulares, na cessão de funcionários.

Outra opção não descartada em Franca é o aluguel de quartos em hotéis para transformação em leitos para isolamento de pacientes com o coronavírus. Netto disse que São Paulo construiu dois hospitais de campanha, com 200 leitos cada, e ainda está alugando quartos em hotéis. “E isso, aqui, também não é descartado.”


Centro de Triagem

Outra estrutura a ser montada pelo município será o Centro de Triagem do Coronavírus no Pronto-socorro Municipal “Dr. Álvaro Azzuz”. O objetivo é atender os pacientes com suspeita da doença do lado de fora da unidade, evitando que as pessoas entrem no PS. Conrado Netto disse que o equipamento será muito parecido ao que foi construído pela Unimed no Hospital São Joaquim.

Leitos de UTI

Outra preocupação das autoridades de Saúde em Franca é aumentar o número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A cidade conta hoje com 78 leitos de UTI entre adulto e infantil. No Grupo Santa Casa, são 29 leitos de UTI Adulto, sendo 19 no Hospital Geral (Centro) e 10 no Hospital do Coração. No Hospital São Joaquim, da Unimed, são 120 leitos no total, sendo 10 de terapia intensiva para adultos e 10 de terapia intensiva pediátrica. O Hospital Regional não informou sua capacidade.

O chefe de Gabinete disse à Difusora que a Unimed preparou mais 10 leitos especificamente para o Covid-19 e que a Santa Casa também já colocou em funcionamento outros seis leitos, enquanto prepara mais quatro. “Estamos tentando aumentar esses leitos de UTI.”

Outra opção para desafogar o sistema é o Hospital da Caridade, do IMA (Instituto de Medicina do Além). “Estamos tentando credenciar o Hospital da Caridade, que são 40 leitos. Estamos ainda em negociação, mas uma coisa é certa: vamos ter leitos lá”, afirmou Netto, que se reunirá com representantes da instituição ainda nesta terça-feira.

“Se não forem leitos de UTI, serão para cuidados paliativos, abrindo vagas em leitos das UTIs dos hospitais, tanto os particulares quanto a Santa Casa. Isso diminuirá e muito a pressão no sistema, porque são 40 leitos.”
 

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