O Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) apresentou o plano de ação com medidas preventivas a serem adotadas pelas indústrias calçadistas como forma de prevenção à proliferação do coronavírus entre os trabalhadores. O documento elaborado por profissionais da área de segurança e medicina do trabalho será analisado na próxima segunda-feira, 30, pela Prefeitura, sindicato dos sapateiros e Ministério Público. No encontro, deve ser acertado o retorno das atividades no próximo dia 8 de abril.
Em reunião nesta sexta-feira, 27, na Prefeitura, a retomada do setor calçadista ficou condicionada à apresentação desse plano. Mas como o prefeito Gilson de Souza (DEM) já estava disposto a liberar o funcionamento imediatamente – foi convencido pelos sindicatos e Ministério Público de que é preciso um tempo para a adaptação das fábricas -, dificilmente um novo decreto municipal seja editado prorrogando o fechamento das fábricas, caso o plano de ação não seja aprovado. O atual decreto prevê a suspensão das atividades até o dia 7.
O plano do Sindifranca é intensificar os cuidados com a higiene dos trabalhadores e reforçar a higienização de ambientes. Álcool em gel, sabonete líquido e papel toalha deverão ser disponibilizados aos funcionários para limpeza das mãos e antebraços constantemente. Da mesma forma, corredores, refeitórios e banheiros deverão ser desinfetados com produtos à base de cloro.
As fábricas deverão afastar todos os funcionários pertencentes ao grupo de risco – pessoas com 60 anos ou mais; gestantes; pessoas com problemas cardiovasculares, hipertensão, diabetes e doenças graves. Funcionários com sintomas de gripe também serão afastados.
A distância mínima de um metro entre os trabalhadores, medidas para manter o ambiente arejado, aferição de temperatura dos funcionários são tratados como sugestões, “havendo possibilidade”.
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