O prefeito Gilson de Souza poderá anunciar nesta sexta a revisão da restrição de funcionamento imposto às fábricas de sapato e bancas de pesponto da cidade e permitir que elas voltem a funcionar a partir de segunda-feira, dia 30. Gilson passou o dia em reunião com assessores. A pressão de alguns calçadistas foi intensa. O principal argumento é que, se o governador João Doria permitiu o funcionamento das indústrias, Franca estaria sendo rigorosa demais ao barrar a operação das fábricas de sapato. A decisão do prefeito de fechar as fábricas foi baseada na avaliação de profissionais de saúde da rede pública e privada da cidade, além de orientações do Ministério da Saúde.
Segundo o líder do prefeito na Câmara, Tony Hill, novas reuniões com representantes da indústria devem acontecer, mas a decisão de permitir o funcionamento das indústrias calçadistas a partir de segunda-feira, dia 30, estaria praticamente tomada. “A cidade não aguenta mais. Vai ter que ter critério, preservar o funcionário, mas as fábricas precisam voltar a produzir”, disse Tony, que se reuniu com o prefeito Gilson de Souza no final da tarde desta quinta-feira.
Setor comercial pode reabrir dia 8
As lojas de Franca poderão ser reabertas no dia 8 de abril. A possibilidade surgiu de uma reunião entre Prefeitura, Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Sindicato do Comércio Varejista e Unimed Franca, realizada nesta quinta-feira, 26, para tratar do decreto municipal que impôs estado de emergência na cidade devido à pandemia do coronavírus. O prefeito Gilson de Souza (DEM) determinou restrições no funcionamento do comércio, indústria e setor de serviços.
A ideia, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, é comprar 20 mil testes rápidos para realizar uma testagem em massa na população de Franca, ter o diagnóstico completo da doença na cidade, detectar os casos positivos antecipadamente, isolar os pacientes que testarem positivo para o novo coronavírus e, assim, evitar a contaminação do restante da população.
Dos 20 mil testes rápidos, 10 mil serão comprados pela Prefeitura - 5 mil já foram adquiridos pelo município, que aguarda a entrega pelo fornecedor. Os outros 10 mil testes seriam adquiridos através de uma parceria entre a Unimed e as entidades patronais. A expectativa é que todos os testes estejam na cidade no início de abril.
Além da testagem em massa, as empresas deverão apresentar à Prefeitura um plano com medidas para evitar o contágio pelo coronavírus dos funcionários e público em geral.
“Muitos eixos precisam ser cuidados neste momento, estamos preocupados e atentos para termos o menor impacto possível (na economia) e proteger a saúde das pessoas. Continuamos abertos ao diálogo e prontos para as adequações que forem necessárias”, disse o prefeito Gilson de Souza (DEM) à assessoria da Acif.
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