CORRERIA

Supermercados se preparam para tempos de prevenção


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Calçadão de Franca com lojas todas fechadas. Correria só nos supermercados
Calçadão de Franca com lojas todas fechadas. Correria só nos supermercados

Desde que o prefeito Gilson de Souza (DEM) decretou estado de emergência na cidade, na última quinta-feira, 19, o movimento nos supermercados ficou mais intenso. As redes fizeram adequações com funcionários e atendimento aos clientes. Os serviços de entrega surgem como alternativa, além de uma rigidez maior na higiene de superfícies comuns (como carrinhos e balcões).

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), o movimento maior se deve à troca do local de consumo. Refeições antes feitas fora de casa, por exemplo, passaram a ser feitas em casa, motivo impulsionado pelo fechamento das escolas e o manejo de funcionários para trabalhar de casa, que levam as pessoas a anteciparem suas compras.

A Apas também enviou uma cartilha com recomendações aos supermercados sobre como agir em função da pandemia do coronavírus, para resguardar a saúde dos consumidores e colaboradores. Algumas dessas medidas já são vistas em supermercados da cidade, como é o caso do Savegnago Supermercados e do Varejão Irmãos Patrocínio, que adotaram um horário exclusivo para atendimento aos idosos, das 7 horas às 8 horas.

Neste último, a ação passou a valer na última sexta-feira, 20. Keila dos Santos, fiscal de caixa em uma das lojas do varejão, contou que a experiência no primeiro dia foi bem tranquila.

“Esse é um horário que naturalmente os idosos frequentam mais. Muitos normalmente até aguardam a loja abrir na porta”. A fiscal garante que houve compreensão da clientela. “As pessoas respeitaram bastante. Não houve nenhum caso de uma pessoa não idosa aparecer. Só houve um rapaz que veio, mas estava acompanhando sua mãe, já de idade”.

Apesar do movimento intenso nos supermercados da cidade, ainda não há falta de produtos nas prateleiras.

O presidente da Apas, Ronaldo dos Santos, informa que a associação está mapeando diariamente toda a cadeia produtiva e a indústria. “Pode haver falta pontual de alguns produtos em função do tempo de reposição, quando o supermercado, por exemplo, trabalha com estoques ajustados ao movimento rotineiro”, disse.


Bancos se adaptam para atender o público

O decreto publicado pela Prefeitura de Franca na quinta-feira, 19, não atinge as agências bancárias, que continuam funcionando para atendimento ao público. Entretanto, como aglomerações não são recomendadas, os bancos começaram a tomar medidas preventivas.

O Presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Franca (Seebrf), Edson Santos, disse que está definido que funcionários acima dos 60 anos, gestantes, e portadores de alguma complicação (como câncer ou cardíacos), passaram a trabalhar de casa.

Em Franca, as agências têm controlado a entrada de clientes e os funcionários estão usando luvas e álcool em gel. O horário de funcionamento das agências também foi flexibilizado e cabe a cada instituição estabelecer o seu.

Transporte privado sofre redução de passageiros

 Uma das classes mais afetadas de forma direta com a quarentena é a dos motoristas. Seja por aplicativo, táxi ou mototáxi, com a queda do número de pessoas nas ruas, há uma queda do número de corridas solicitadas. O número de clientes foi caindo gradativamente desde o primeiro caso de Covid-19 confirmado no Brasil, em fevereiro. Luiz Fernando de Oliveira, 29, trabalha com corridas por aplicativo cinco dias da semana. Nessa semana, ele notou uma queda nas viagens por volta de 30% a 40%. Breno Penha, 38, também trabalha com corridas por aplicativo. Em dias normais ele fazia em média de 25 a 30 viagens. Atualmente o número caiu para 10 a 12 viagens por dia. ‘’Neste momento irei investir no conhecimento, através de cursos onlines gratuitos e preservar a minha saúde’’ .

Pandemia suspende entretenimento da cidade 

Bares, restaurantes e shoppings estão obrigados fechar as portas por força do decreto municipal e estadual. Além disso, festas e shows previstos para os próximos dias foram adiados.

Marcelo Godoi, proprietário do Gasparini Restaurante e Pizzaria, diz que a decisão da prefeitura foi correta e deve ser seguida à risca. “Aplaudi o decreto. Estamos num momento em que o dinheiro não é o mais importante. Se não pararmos agora, o dano poderá ser maior e prolongado”. Como o delivery ainda será permitido, o estabelecimento continuará fazendo as entregas. “A situação merece atenção redobrada. Por isso, os motoristas estarão preparados com luvas e máscaras, além da higienização correta” explica. Shows, reuniões e demais eventos públicos e privados também devem ser adiados.

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