As duas Comissões Processantes abertas pela Câmara Municipal em fevereiro deste ano que analisam irregularidades de Gilson de Souza (DEM), se reuniram nesta sexta-feira, 20, na Câmara, para avaliar as defesas protocoladas pelo prefeito, na última quarta-feira, 18, e decidiram continuar apurando as denúncias feitas por munícipes.
Gilson responde por dois processos administrativos, sendo um sobre a demora para exonerar 99 cargos comissionados por determinação da Justiça e outro pelo não pagamento das emendas impositivas, lei aprovada pela Câmara Municipal.
A reunião que analisa as irregularidades sobre os cargos comissionados ocorreu pela manhã. O presidente dessa Comissão, o vereador Claudinei da Rocha (PSB), disse que após uma análise da documentação de defesa apresentada pelo prefeito, restou uma dúvida e, por conta disso, os membros da CP decidiram que a apuração continua. “Ficou uma dúvida e a Comissão vai se reunir novamente na próxima segunda-feira, 23, para tomarmos uma posição correta. Aí sim decidiremos se haverá sequência na Comissão dos cargos comissionados ou se será arquivada”, explicou o parlamentar, sem dizer qual seria a dúvida. A Comissão ainda tem Pastor Otávio Pinheiro (PTB), relator, e Donizete da Farmácia (PSDB), terceiro membro.
No período da tarde também de sexta-feira, os membros da CP que investiga possíveis irregularidades do prefeito na questão do não pagamentos das emendas impositivas se reuniram. Depois de uma votação dividida, ficou definido que a apuração irá prosseguir. “Fizemos uma análise sobre as leis orçamentárias de 2017 a 2020 e chegamos à conclusão que precisamos aprofundar mais sobre as alegações contidas na denúncia. Agora vai ter a sequência dessa Comissão para esmiuçar melhor o que foi feito e o que não foi feito. Eu e o Della Motta (PODE), terceiro membro, decidimos prosseguir com a Comissão, enquanto que Tony Hill, relator do processo, votou a favor do arquivamento”, explicou, por sua vez, Marco Garcia (CIDA), presidente da Comissão.
Na defesa, Gilson arrolou Marco Garcia como testemunha, o que gerou ainda mais discordância. “O prefeito me colocou como testemunha num processo (em que) eu estou presidente. Acho que faltou bom senso de quem fez a defesa prévia do prefeito”.
A reportagem procurou o prefeito para falar sobre o assunto, mas ele não respondeu até o fechamento da edição.
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