Em oito de dezembro, o Dr. Li Wenliang, um oftalmologista de 33 anos em Wuhan, tratava de uma paciente com glaucoma e que estava sofrendo de uma misteriosa pneumonia viral. A cuidadora e a filha estavam com febre, uma indicação de que o vírus poderia se espalhar entre os seres humanos.
Ele e a Dra. Zhang Jixian comunicaram imediatamente as autoridades. A comissão municipal de saúde de Wuhan garantiu que não havia evidências disso. O Dr. Li também foi contaminado e morreu em seis de janeiro. Mas Wuhan só entrou em quarentena em 23 de janeiro, quando já tinham perdido o controle. Dois meses depois, Wuhan começa a sair da quarentena. E com graves prejuízos econômicos, a despeito das mentiras de alguns que se apresentam como analistas.
No Brasil, muitos ignorantes e loucos apresentando-se como entendidos deram informações erradas sobre o álcool, a doença, a contaminação e letalidade. E foram muitos os médicos que não entendiam o que acontecia e contribuíram para a letargia do nosso sistema de saúde agir.
Os médicos estudam matemática estatística; deveriam entender facilmente os gráficos da Covid-19. Só que não! Mesmo vendo o que acontecia na China, os italianos não entenderam e foram ao caos.
E, aqui no Brasil, acontecia o mesmo. Vendo a China e a Itália, não entendiam o que acontecia, a maioria dos médicos optaram pela apatia. Assim como todos os políticos e autoridades.
O presidente, que deveria ser exemplo, mostrou seu enorme despreparo no último dia 15 de março, quando foi abraçar seus apoiadores. E, no dia seguinte, em entrevista ao seu jornalista de confiança, o Datena, ouviu deste que o que ele fez foi errado.
Ao mesmo tempo, os matemáticos do Banco Central entenderam o problema e convenceram o Paulo Guedes. Será que o presidente entenderá, ou teremos que ouvir a Janaína e o Reale Jr., autores do impeachment da Dilma?
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