Talvez estejamos mais próximos/Talvez nunca tão mais.
Talvez percebamos o lobo/Talvez não tão ovelhas.
Talvez vejamos ovelhas perdidas/talvez distinguiremos suicidas.
Talvez saibamos agora as que não quiseram ser comidas.
Talvez o planeta vire casa nossa/Talvez pessoas se reconciliem
Talvez abandonemos ressentimentos/Talvez a paz aconteça
Talvez, enfim, se entenda que fogo não apaga fogo
Talvez “barbárie não muda barbárie” vire tipo logo.
Talvez saibamos da loucura/Talvez a minha que liga com a sua
Talvez quebremos o encanto/Talvez desencanto seja colírio
Talvez tenhamos esperança/Talvez incertos com os lírios
Talvez sem fé cega/Talvez Razão, trapaceira/Talvez intuição, companheira
Talvez a pausa repouse, cinética/Talvez sentimentos empáticos
Talvez haja vida na cibernética/Talvez a economia não cosmética
Talvez sem soluções “práticas”/Talvez via complexos parassimpáticos.
Talvez compreensão quântica/ Talvez conectados internáuticos.
Talvez, talvez, talvez/ Talvez o umbigo não seja o melhor mundo
Talvez cuidar do outro seja o universo infinito fecundo
Talvez o hediondo seja ensejo de buscar o fundo
Talvez as aparências apontem para o inverso/reverso/transverso
E o Corona viralize o nós e eles/ e no lugar do ou, afinal.
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