O comitê de combate ao coronavírus em Franca, criado por iniciativa do prefeito Gilson de Souza, pode restringir – e, no limite, até mesmo proibir – as viagens de ônibus bate-e-volta a São Paulo. A medida foi discutida na reunião de ontem do comitê, que contou com a participação de dezenas de profissionais de saúde. Ainda não há uma definição.
Diariamente, cerca de 10 ônibus, de diferentes empresas, transportam aproximadamente 500 francanos para São Paulo. Na sua maioria, são pequenos comerciantes que visitam a região da rua 25 de março para comprar produtos que serão revendidos na cidade. Por ficarem confinados juntos mais de dez horas no trajeto de ida e volta e pela condição da capital paulista, que reúne o maior número de casos confirmados de coronavírus no Brasil, os bate-e-volta são considerados como uma porta de entrada de alto risco para o vírus.
O secretário de Saúde Conrado Neto, que comanda o comitê, deve se reunir com representantes de empresas que operam os bate-e-volta para tentar um acordo que reduza o número de viagens. Se não houver adesão, pode haver a proibição total dessas viagens enquanto durar a pandemia de coronavirus.
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