O último ano de governo de Gilson de Souza (DEM) pode ser marcado por uma greve dos Servidores Públicos Municipais. O SindServ (Sindicato dos Servidores) vem se reunindo com os representantes da Prefeitura há mais de um mês e as negociações estão emperradas. Depois de duas assembleias, com os trabalhadores recusando as propostas do Executivo, os servidores estão em ‘estado de greve’, desde o último dia 5. Na última segunda-feira, 9, após a segunda assembleia, dirigentes sindicais e servidores se mostraram bastante revoltados com a contraproposta do prefeito aumentando o risco iminente de uma paralisação.
Na próxima terça-feira, 17, vai acontecer mais uma rodada de negociações durante o dia. À noite, haverá nova assembleia, que definirá se a greve será deflagrada ou não pela categoria.
O sindicato defende um reajuste de 150 reais no cartão alimentação e reposição real da inflação em 5,52%, além das cláusulas sociais. O prefeito fez uma contraproposta oferecendo R$ 50 reais de imediato no cartão e outros cinquenta reais a partir de janeiro de 2021. Atualmente o cartão alimentação dos servidores é de R$ 500.
“O cartão alimentação é uma válvula que encontramos quando a lei de responsabilidade impede de ultrapassar o limite das despesas com pessoal. Então criamos o cartão alimentação para ajudar o município nessa situação, mas esses valores precisam ser melhoracatados Queremos os 100 reais no Cartão de imediato”, disse Fernando Nascimento, presidente do SindServ.
O Prefeito argumenta que não pode conceder um aumento acima dos índices inflacionários por ser um ano eleitoral, alegação contestada por Fernando. “O argumento do prefeito dizendo que é um ano eleitoral e não pode dar aumento não procede. A questão da lei eleitoral veda algumas novas reivindicações que antecedem 180 dias da eleição. Então até 7 de abril pode conceder aumento e correções sem problema algum”, disse.
O presidente do sindicato informa que se ocorrer uma greve, apenas os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos, com paralisação em todos os setores da prefeitura, como Saúde, Obras, Educação e Assistência Social e Serviços. “Todos os setores já declaramos que vamos manter somente os serviços essenciais. Na saúde seria com apenas 30% de seu efetivo em sistema de rodízio, no Pronto Socorro, UBSs e UPAs”.
A última vez que houve uma greve geral dos servidores municipais em Franca foi em 2015, no último ano do mandato de Alexandre Ferreira. Na ocasião foram 47 dias de paralisação, sendo a maior greve da categoria na história da cidade.
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