AUSÊNCIA

Gilson passou 40% dos dias úteis do ano em São Paulo


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Gilson: prefeito fez sete viagens à Capital neste ano
Gilson: prefeito fez sete viagens à Capital neste ano

Acusado por duas Comissões Processantes abertas pela Câmara Municipal que podem lhe custar o mandato, e sob muitas críticas devido a buraqueira na cidade, sem falar da negociação emperrada do aumento salarial dos servidores, o prefeito Gilson de Souza (DEM), mantém firme sua rotina de viagens a São Paulo.

Até agora, só neste ano que ainda não completou três meses, foram 7 viagens para a Capital, o que resulta em 20 dias ausente do seu gabinete. Nesses primeiros 71 dias do ano (contabilizado até quarta-feira, 11, dia de sua última viagem) Gilson passou apenas 51 dias em Franca. Se contabilizar somente os dias úteis de 2020, que são 50, Gilson esteve em seu Gabinete apenas 30 dias neste ano. Isso sem excluir o feriado de Carnaval.

Em média, o prefeito fica três dias fora de Franca nessas viagens, feitas praticamente todas as semanas. Em duas delas o empenho do pedido foi para quatro dias, sendo uma de 12 e 15 de janeiro e outra no período de 27 a 30 do mesmo mês. Os motivos das viagens são basicamente os mesmos: visitas a algumas secretarias do Governo.

Apesar de econômico, os valores liberados para as viagens do prefeito também são diferentes a cada empenho, mesmo quando as estadas em São Paulo são para um mesmo período. Numa delas, o valor da nota é de R$ 808, 24 em visita a Secretaria da Habitação de 7 a 8 de janeiro; na outra, de R$ 686,07 para “realizar tratativas de governo de interesse do município na cidade de São Paulo” no período de 20/02 a 21/02.

As duas viagens de maior custo do prefeito a São Paulo foram de R$ 1.635,28 no período de 12 a 15 de janeiro, e de 1.785,65, no período de 27 a 30 de janeiro de 2020. Ambas, por motivos iguais, segundo a descrição do pedido: “diária de viagem para possibilitar o exmo senhor prefeito a realizar tratativas de governo na FDE: Fundação para Desenvolvimento da Educação”.

Gilson poderia ter aumentado os quilômetros de viagens a São Paulo neste começo de ano, mas acabou desistindo de uma. Ele solicitou reserva de cinheiro para os dias 10 e 11 deste mês, mas depis cancelou. Depois, o prefeito solicitou nova verba para o período de 11 a 13 de março, ficando fora da cidade entre a última quarta e sexta-feira desta semana, quando foi à capital “para participar de tratativas de governo no Palácio dos Bandeirantes”. O empenho para esses três dias foi de R$ 1.015,00.

Somando o valor total das diárias de viagens para as sete viagens a São Paulo até agora neste ano, chega-se ao valor de R$ 8.024,46. Apesar de o número ter um impacto pequeno no orçamento municipal, a ausência do prefeito da cidade, onde poderia estar tratando de questões locais, chama a atenção.

A Prefeitura foi procurada para informar se as visitas de Gilson a São Paulo resultaram em alguma conquista para a cidade, mas não obteve resposta.

A reportagem também procurou resposta junto ao Palácio dos Bandeirantes. A assessoria de João Dória disse que “o governador recebe vários prefeitos. Pode ser que esse seja o caso de uma dessas agendas. E não conseguimos saber especificamente qual prefeito veio”. A assessoria sugeriu buscar maiores informações na secretaria Particular do Governo, o que foi feito. Até o fechamento desta edição, a reportagem não havia obtido resposta.


 

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