Um dos principais gargalos da malha viária de Franca está com seus dias contados. Isso é o que promete a Prefeitura, com a construção de um complexo viário no cruzamento das avenidas Champagnat e Alonso y Alonso. O projeto prevê a substituição da rotatória por uma intersecção semaforizada em nível, com alças de acesso rápido e retornos distantes do cruzamento.
De acordo com a Prefeitura, o modelo adotado é eficiente para garantir fluidez ao tráfego de veículos e também mais barato do que a construção de viaduto, por exemplo. A obra está orçada em R$ 3 milhões.
A expectativa da Prefeitura é abrir a licitação para contratar a empresa responsável pelos serviços nas próximas semanas. Para isso, aguarda a liberação de licenças. A licença prévia já foi emitida, mas falta a definitiva. Na tarde da última quinta-feira, a secretária municipal de Planejamento Urbano, Adailma Ferreira, esteve na sede do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), em Ribeirão Preto, a fim de tratar da liberação dessa outorga.
Pelo projeto, a rotatória das avenidas dará lugar a pontes que manterão o traçado reto das vias, com cruzamento em nível controlado por semáforos. Haverá alças para acesso direto e rápido para conversões à direita e pontes para conversões à esquerda em pontos distantes do cruzamento.
O motorista que estiver na Alonso y Alonso no sentido Major Nicácio-Galo Branco e quiser pegar a Champagnat no sentido Aeroporto deverá fazer o retorno pela ponte existente em frente ao Sebrae, logo antes da cachoeira.
Já o motorista que estiver na Alonso y Alonso no sentido Galo Branco-Major Nicácio e quiser adentrar na Champagnat no sentido Centro deverá fazer o retorno pela ponte que será construída na altura da rua que desce da Casa do Diabético.
Até 4 meses de obras
O prazo para a execução das obras é de três a quatro meses. Em audiência realizada na Câmara Municipal, na última segunda-feira, o secretário de Finanças em exercício, Deyvid Silveira, disse que o tráfego de veículos no local não deve sofrer grandes prejuízos durante as obras, já que grande parte das intervenções serão feitas dentro da própria rotatória. “Esta será uma obra de relevante resultado para a cidade, mas que não causará grande impacto estrutural”, disse Silveira. Segundo ele, as interdições no local serão parciais em grande parte das obras e as interdições totais serão adotadas por pouco tempo.
92% a favor
Para a construção do complexo viário, a Prefeitura realizou também um Estudo de Impacto de Vizinhança. Uma das etapas foi a entrevista com pedestres, motoristas, usuários das vias, moradores e empresários vizinhos à rotatória. Foram ouvidas pessoas em um raio de até 500 metros do ponto de cruzamento.
Foram feitas 131 entrevistas que, segundo Silveira, apontaram que a população acredita que o complexo viário significará melhoria no fluxo de veículos e ganho econômico, com geração de empregos na redondeza.
Para 74% dos entrevistados, o cruzamento do jeito que está precisa de uma intervenção. Outros 16,8% disseram estar satisfeitos com a atual rotatória e 9,2% afirmaram ser indiferentes. O estudo também apontou que 92,4% dos entrevistados acreditam que é necessário fazer uma obra específica para melhorar o trânsito no local.
Dos 131 entrevistados, 84,7% disseram que receberão algum benefício com a obra e 90% afirmaram que não terão algum prejuízo. Outros 9,8% acreditam que o prejuízo será temporário.
Verbas do Pré-Sal
O dinheiro investido na construção do complexo viário é proveniente, em grande parte, da cota de Franca da cessão onerosa do Pré-Sal. Na última terça-feira, a Câmara Municipal aprovou o projeto de lei que autoriza o Executivo a realizar o remanejamento de verbas dentro do orçamento deste ano.
A abertura de créditos adicionais foi no valor total de R$ 4.626.844,16. Deste montante, R$ 3 milhões são para a Champagnat. O restante será para a construção do Centro Esportivo do Jardim Aeroporto II e da estação elevatória de esgoto no Condomínio Habitacional do Residencial Copacabana.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.