Apesar da vigência da Lei Maria da Penha, continua muito grande o número de agressões contra as mulheres, por parte de maridos ou companheiros. Mesmo com medida protetiva em mãos, elas não se sentem seguras, como a maioria das ocorrências policiais registradas, de espancamentos e até morte, como ainda há pouco tivemos em nossa cidade. Eles desobedecem à determinação judicial e voltam a agredi-las. Outro exemplo registrado, revela que o marido continuava a morar na mesma casa, mesmo com a proibição de chegar perto da companheira. Agora, acaba de ser aprovado no Senado, depois de passar pela Câmara Federal, o projeto de lei que obriga os agressores de mulheres a frequentar um centro de reabilitação e a ter um acompanhamento psicossocial. Resta agora a sanção do Presidente Bolsonaro, o que certamente vai acontecer. Com a aprovação da chamada Patrulha Maria da Penha, e que em Franca tem a defesa formada pelo grupo Mulheres do Brasil, o que se espera é que, além de ser uma proteção mais firme às mulheres vitimizadas, seus companheiros ou ex-parceiros sejam obrigados mesmo a passar por uma prova de reeducação, aprendendo que a mulher, mesmo sendo ou tendo sido sua esposa ou companheira, não lhe pertence, e que ela tem todo o direito de refazer sua vida na companhia de outra pessoa. Por outro lado, as mulheres também precisam entender que, o homem que bate nela uma primeira vez, vai bater sempre. Não entre na conversa dele, de que não vai mais agredi-la. E ainda: no caso de um novo relacionamento, cuidado com quem vai colocar dentro de casa, especialmente se tem filha ou filho menores. Você pode se separar do marido ou companheiro, mas nunca dos filhos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.