OPERAÇÃO

Gaeco faz operação contra falsificadores de agrotóxicos em Franca e região


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Preso na Operação 'Princípio Ativo', levado à CPJ em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Michele Souza/Rádio CBN Ribeirão.
Preso na Operação 'Princípio Ativo', levado à CPJ em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Michele Souza/Rádio CBN Ribeirão.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 5, a “Operação Princípio Ativo”, contra falsificadores de agrotóxicos. A operação teve o apoio da Polícia Militar e da Corregedoria da Polícia Civil. Mais de 190 mandados foram cumpridos em cidades da região de Franca e, além de outras cidades de São Paulo e de mais três estados.

De acordo com o Gaeco, a operação tem o objetivo de desmontar ao menos três organizações criminosas responsáveis pela falsificação de agrotóxicos. Mais de 600 policiais militares e dezenas de promotores de justiça se envolveram na operação.

“A investigação culminou com o oferecimento de três denúncias pelo GAECO e já recebidas pelo juízo de Igarapava/SP sendo que, além das medidas de buscas e prisões, diversas outras já foram ou serão oportunamente deduzidas, tais como pedidos de sequestro de bens e medidas correlatas destinadas à recuperação dos prejuízos provocados pela atuação de referida organização criminosa, além da suspensão da atividade comercial de empresas utilizadas para lavagem de capitais”.

Os mandados foram executados nas cidades de Buritizal, Cristais Paulista, Franca, Igarapava,  Ituverava, Monte Aprazível Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Serrana, além de outros locais situados nos Estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

“A formatação e escalonamento dos grupos criminosos é complexo e extenso, sendo que a organização possui ao menos 09 (nove) células interligadas, desde a chefia da organização, passando núcleos de financiadores, falsificadores e corretores, até o núcleo envolvendo agentes públicos, sendo esse último composto por um policial civil.”

Ainda segundo o Gaeco, além dos prejuízos causados na saúde as falsificações de produtos agrotóxicos impactam no setor econômico, já que os esquemas causam impactos de bilhões.

“Durante as investigações apurou-se, ademais, que as atividades criminosas inerentes à falsificação e contrabando de agrotóxicos causam, no cenário nacional, somando os impactos diretos e indiretos, prejuízos na casa de R$ 11,0 Bilhões de reais aos setores econômicos, R$3,2 Bilhões em PIB, 39,7 mil postos de trabalho e R$1,4 bilhão em salário dos trabalhadores, fora o prejuízo direto a indústria de defensivos agrícolas de cerca de R$ 5,4 Bilhões”.
 






 

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