SUJEIRA

Franca gera 60 toneladas de 'lixo inservível' todo mês


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Prefeitura disponibiliza serviço de recolha agendada do lixo e ainda faz arrastões de limpeza frequentes. Ainda assim, população dispensa produtos nas ruas
Prefeitura disponibiliza serviço de recolha agendada do lixo e ainda faz arrastões de limpeza frequentes. Ainda assim, população dispensa produtos nas ruas

Sofás velhos, carcaças de geladeiras, restos de madeira, móveis quebrados, pedaços de isopor e sapatos estragados. A lista de inservíveis recolhidos pela Prefeitura de Franca nas ruas da cidade é interminável. Todos os meses os moradores de Franca geram pelo menos 60 toneladas deste tipo de lixo.

Em pelo menos dez pontos, onde a população acredita servir como área de transbordo, a Secretaria de Serviços e Meio Ambiente recolhe mensalmente 30 toneladas de lixo. Essa estatística se junta ainda aos inservíveis recolhidos nos arrastões da limpeza, que ocorrem a cada 15 dias, e geram em torno de 15 a 35 toneladas retirados quinzenalmente. O último, no Aeroporto, por exemplo, teve 35 toneladas recolhidas.

Todos esse volume de lixo é separado. Os recicláveis, como geladeiras, TVs e outros eletrodomésticos, são levados ao Centro de Triagem de Materiais Recicláveis. Já colchões e sofás, por exemplo, são encaminhados para o Aterro Sanitário. O volume de lixo no local é tão alto que uma nova célula está sendo aberta. Será a nona.

A fim de tentar reduzir o problema, a Secretaria atende todos os dias os agendamentos da população. Nesse serviço, o cidadão que quiser descartar o material inservível pode entrar em contato através do 3711-9440 e, no dia agendado, o munícipe deve colocar o resíduo inservível na calçada. Um caminhão da coleta de resíduos inservíveis irá recolhê-lo. Somente neste mês, 202 agendamentos foram realizados.

Apesar do serviço estar à disposição, o secretário Adriano Tosta explica que não é 100% funcional devido a falta de paciência de quem solicita. “Apesar de termos o agendamento e o arrastão da limpeza, olhe o tamanho da cidade... São 120 bairros. Nós não conseguimos atender no horário que a pessoa quer. Então, (às vezes) não vamos pegar hoje. As vezes só dá certo amanhã ou, no máximo, até depois de amanhã. Mas a pessoa quer dispersar o negócio na hora e acha melhor pagar um carroceiro ou colocar no carro, jogando em qualquer lugar e limpando a casa dele.”

Com isso, as chamadas APP’s (Áreas de Preservação Permanente), áreas públicas e canteiros de avenidas acabam recebendo o descarte incorreto. “É aquela cultura de muitos brasileiros (mais velhos). Apesar de termos educação ambiental nas escolas, geralmente quem vai levar o sofá não é a criança, mas sim o pai.”

Terrenos Particulares
Além dos locais citados onde existe o descarte inadequado, terrenos particulares também são frequentes locais onde os inservíveis são encontrados. O serviço, ao contrato das áreas citadas anteriormente, é feito pela Vigilância Sanitária, que notifica o proprietário, que pode agendar uma limpeza.

“Assim que chegam as reclamações com as informações passadas, fazemos a identificação do proprietário pelo nosso sistema. Quando não é possível, mandamos um fiscal até o local para fazer o mapeamento”, explica o diretor da Vigilância Sanitária, Felipe Granzotti

No entanto, o contato com o dono do local é um desafio para a vigilância. De acordo com Felipe, “a não atualização dos dados dos proprietários dos lotes de terrenos na prefeitura dificulta a identificação e localização.”


Denúncias
Nos últimos meses, através das redes sociais, munícipes vem fazendo reclamações a respeito do descarte inadequado. Na rua Joaquim Pousa Araújo, na vila Santa Cruz, uma moradora denunciou o grande volume de inservíveis em uma calçada. “Além de atrapalhar o caminho dos pedestres, está se transformando num criadouro de bichos peçonhentos e mosquito da dengue. A Prefeitura precisa tomar uma atitude e recolher esse lixos.”

Para coibir esse movimento de descarte inadequado, a coordenadora de Educação Ambiental da Prefeitura, Eliana Giuberti, realiza um trabalho de conscientização nas escolas municipais, mostrando para crianças e jovens os efeitos do lixo no meio ambiente. “Precisamos mostrar que quem ficará prejudicado serão as futuras gerações”, finalizou Adriano Tosta..
 

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