Áreas que estavam sendo administradas por entidades em sistema de comodato estão vencendo seus prazos de 20 anos de concessão e a Prefeitura Municipal de Franca está requerendo a reintegração de posse. Mas, até agora, não se sabe o que o município pretende com esses imóveis.
A área onde funcionava o Internacional Esporte Clube (sede campestre), na zona norte da cidade, próximo ao CDP, está completamente abandonada, saqueada, tomada pelo mato alto e água empossada mesmo com as piscinas esvaziadas.
O presidente do Inter, Edmar Luís Gonçalves, disse que lamenta o abandono do local e revelou que solicitou a renovação da concessão, mas não foi atendido pela Prefeitura. “Venceu a concessão e foi feito o pedido de renovação, mas em seguida o município pediu a reintegração de posse. Agora a gente não sabe se o município tem algum plano para aquela área. Mas é um sonho do Internacional reaver aquela área. Quando assumimos lá, o local estava totalmente abandonado e fizemos as melhorias necessárias, cuidamos de tudo, até vencer a nossa concessão”, disse o dirigente do clube.
O Inter segue normalmente com suas atividades na sede da Estação, inclusive atendendo o poder público em alguns projetos, entre eles do futebol feminino.
“Enquanto estivemos lá, desenvolvemos vários projetos sociais, sendo um em parceria com o Estado. Atendemos a população a um custo praticamente zero, apenas taxa de manutenção do clube. Acho que fizemos um bom papel enquanto estávamos tocando aquela área. Lamentamos muito ter deixado o local após 20 anos”, destacou Edmar. E acrescentou: “Ficamos tristes porque queríamos renovar a concessão e seguir com nossos projetos. O Inter atendia centenas de crianças e jovens através das escolinhas de futebol e outros projetos. A parte recreativa do clube também movimentava cerca de 1500 pessoas por finais de semana. Sei que o local está em completo abandono e nem quis ir lá mais. A gente tem sentimento, estamos muito tristes”.
Abrigo provisório
Em 2018, a prefeitura sinalizou que a área poderia ser utilizada para a implantação do Abrigo Provisório. A ideia foi defendida à época pelo Secretário de Ação Social, Vanderlei Tristão, que já não faz mais parte do governo de Gilson de Souza.
A reportagem questionou a prefeitura sobre o abandono do local e de outras áreas na cidade que estão na mesma situação e que estão sendo invadidas, casos como o prédio onde era a Ciretran, o Esqueleto e a escola Nadeide Scarabucci. Até o fechamento desta edição, a prefeitura não havia respondido nem informado o que pretende implantar nesses locais.
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