ESPECIAL

Ascensão da Região Oeste gera mais de 11 mil empregos diretos


| Tempo de leitura: 3 min

O crescimento da Região Oeste de Franca chama atenção. Prova disso é o alto número de comércios abertos na região nos últimos anos. Essa mudança de cenário é impulsionada principalmente pelos bairros comerciais, como São Joaquim, Distrito Industrial, Vila Rezende e Vila Santos Dumont, que concentram a maior parte dos estabelecimentos nessa área.

Levantamento do Instituto de Economia da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) aponta que mais de 800 empresas foram abertas na Zona Oeste da cidade entre 2010 e 2018. Em comparação com a década passada o crescimento é 11% maior. A região hoje abriga mais de cinco mil empresas. Do total, 84% são microempresas de diversos seguimentos, com destaque para as de acabamentos de calçados e comércio varejista de vestuário e acessórios.

Além das microempresas, as médias e grandes também são responsáveis por potencializar a geração de empregos diretos na região. Hoje a Zona Oeste abriga 10% dessas empresas em Franca e gera 11 mil empregos diretos. “A Zona Oeste de Franca é uma região muito importante para a economia local, abrigando muitas empresas da cidade e gerando milhares de empregos diretos. O Distrito Industrial é sua grande força”, disse o presidente da Acif, Tarciso Bôtto.

Já a expansão residencial também ganhou força e, nos últimos quatro anos, três novos loteamentos foram lançados na região: Quinta do Oeste, Adelina e Jardim Natal. Todos tem construções já iniciadas.

Segundo Jorgito Donadelli, vice-presidente da Alfa (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento de Franca), tais lotes somados contabilizam 2250 edificações (residenciais e comerciais) e a perspectiva é que, ao serem totalmente ocupados, devam abrigar em torno de nove mil habitantes. “Foram investidos, aproximadamente, R$ 50 milhões em obras de drenagem de águas pluviais, drenagem sanitária, água, pavimentação, iluminação pública e recuperação de áreas verdes. Todos os equipamentos ali implantados são doados para a Prefeitura Municipal, que repassa parte da infraestrutura para as concessionárias administrarem”, acrescentou Jorgito.

Ainda segundo Donadelli, para os próximos anos, com a liberação de mais lotes, a previsão é que a população da região chegue perto dos 20 mil habitantes, com investimentos superiores a R$100 milhões.

O crescimento dos bairros da Zona Oeste tem atraído a atenção de comerciantes em busca de novas oportunidades de negócios. Exemplo disso é a proprietária de uma loja de material de construção no bairro Vila Rezende, Aparecida Batista de Oliveira, de 46 anos, que saiu de seu bairro natal para apostar na região. “Meu marido queria abrir um negócio e andamos pela cidade procurando lugares. Quando ele encontrou aqui, achou que seria uma boa aposta, por ser um bairro novo e em crescimento”, contou a comerciante, que reside no Parque Vicente Leporace.

Outro que busca se beneficiar dessa ascensão é o proprietário de um mercado local, Pedro Humberto Ferreira, 34 anos, que há 3 anos buscava investir no seu próprio negócio e viu na região a chance de colocar seus planos em prática. “Trabalhava como vigilante e minha esposa estava desempregada antes de comprar aqui, que já era um mercado, mas estava meio parado. Melhorei os produtos, mudei o horário de funcionamento e fomos mexendo conforme a necessidade dos clientes. Graças a Deus sou bem aceito aqui na região por todos”, contou o dono do estabelecimento no Parque Residencial Santa Maria.

“O crescimento é visível, dá pra ver pelos loteamentos e novas casas sendo construídas. Isso é positivo, mas ainda não é o esperado. Por conta do espaçamento do bairro, as coisas ainda são meio distantes, mas a tendência com essas construções é que melhore e atraia ainda mais clientes”, completou o comerciante.

Concorrência

Para alguns comerciantes mais antigos da região, o crescimento não é visto como algo positivo. Exemplo disso é Claudinei Humberto David, de 49 anos, dono de uma padaria que existe há 40 anos na Vila Nossa Senhora de Fátima. “Hoje abro a padaria na cara e na coragem. O movimento baixou muito, principalmente de um ano pra cá. O crescimento da região e a ligação com outros bairros aumentou a concorrência e diminuiu as vendas. Agora todo lugar vende pão, fica difícil. Se acontecer de fechar o mês no vermelho, eu fecho as portas”, lamentou.

O crescimento da região, naturalmente, aumenta a concorrência.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários