Recebi recentemente uma mensagem, que já li no meu programa da Difusora, escrita por Mário Quintana, e que fala sobre a velocidade do tempo, que agora parece girar ainda mais rápido. Já ouvi até conversas de palpiteiros, que os dias de hoje já não têm 24 horas, mas um pouco menos. O que de fato acontece é que o consumismo e a concorrência nos obriga a viver correndo atrás dos meios de ter mais e mais, esquecendo de apreciar tudo com mais calma. O mundo continua possuindo maravilhas, mas a gente tem que perceber e curti-las com prazer, e acontece que estamos sempre ocupados, nem vendo o tempo passar. Quando percebemos, já acabou o mês, o ano vai indo embora e a vida também. De repente, nos damos conta que os filhos cresceram e a gente quase nem percebeu. O pior é que o tempo não espera e nem volta atrás. Quantas pessoas que gostaríamos de ter visitado e conversado, até que chega a notícia que partiram repentinamente daqui, bem antes do combinado. E assim tem acontecido com todos. Lembro-me, por exemplo, que um dia, ao estacionar o carro próximo da prefeitura, uma jovem senhora se aproximou e disse, para confirmar: “Você é o Valdes Rodrigues”? Respondi afirmativamente e ela falou: ” O sonho da minha mãe sempre foi te conhecer “! Eu respondi, no ato: ”Pois vamos lá, pra eu dar um abraço nela”. A moça, tristemente respondeu: ” Não dá mais. Infelizmente, eu fui adiando esse encontro, e ela faleceu o mês passado”! Aquilo me entristeceu bastante, mas tem me servido de reflexão, que o tempo não fica esperando para satisfazer todos os nossos sonhos.
Então, faça tudo o que tiver vontade, visite, converse, abrace, porque a vida não permite ensaios, e de repente, a cortina se fecha e termina o espetáculo da nossa existência. Sem direito a reprises.
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