Após confirmar na semana passada que a prefeitura de Franca planeja abrir licitação para construir um complexo viário para substituir a rotatória entre as Avenidas Champagnat e Dr. Ismael Alonso y Alonso, a prefeitura, antes mesmo de apresentar o projeto das obras, protocolou nesta quarta-feira, 5, um projeto de lei dá nome ao local para discussao e votação na Câmara dos Vereadores.
A Prefeitura ainda não divulgou nenhum detalhe do projeto - apenas informou que na próxima semana deve divulgar o que será feito. Segundo a própria administração, ainda falta a finalização de alguns detalhes para a abertura da licitação.
Em nota, a prefeitura informou que dar o nome em um projeto mesmo sem ele estar pronto é “comum” e pontuou outros episódios parecidos.
“Existem na Câmara diversos projetos de denominação de obras projetadas, ou seja, ainda não construídas. Há vários precedentes, com projetos dos próprios parlamentares para denominar próprios públicos, sistemas de lazer e praças, por exemplo, que ainda estão em fase de projeto. Este é um procedimento comum, que se repete ao longo de várias legislaturas. O Viaduto Dona Quita é um exemplo: foi denominado antes de iniciar suas obras” afirmou a prefeitura em nota.
Homenageado
Wiliam Wanderley Jorge foi escolhido pela prefeitura para dar nome ao novo complexo viário. Ele era Procurador de Justiça e morreu em janeiro de 2014, com 73 anos.
Patriarca de tradicional e conhecida família francana, Wiliam era filho do jornalista Tuffy Jorge (diretor do jornal O Francano) e Lydia Jorge. Formado em Direito, construiu sólida e reconhecida carreira jurídica decidindo prestar concurso para promotor de Justiça em 1962.
Aprovado, ingressou na Promotoria Pública e só se aposentandou em 1995, na condição de Procurador de Justiça na capital paulista.
Atuou na Faculdade de Direito de Franca como professor de direito penal e chegou a ser diretor da instituição.
Escreveu vários livros em sua área de atuação, o último, Direito Penal Tributário. Em seus últimos anos de vida, exercitou docência na Faculdade de Direito de São Paulo e foi consultor da banca de advocacia Lemos Jorge, além de ser colaborador de importantes entidades de Franca, como a Francal, Santa Casa, Apae, entre outros.
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