Regina Duarte, inegavelmente um dos grandes nomes do teatro, cinema e TV, foi escolhida para assumir a Secretaria da Cultura no governo de Jair Bolsonaro. Bastou dizer isso para que parte mais radical da oposição demonstrasse um ódio de quem torce para nada dar certo. E eles sabem que a atriz em questão tem uma experiência de mais de 50 anos e que pode fazer um bom trabalho. Mas o que quero destacar vai além disso. Regina Duarte nasceu em Franca, o que ela nunca negou, até nas entrevistas. Sou também testemunha, já que há alguns anos atrás, estive participando de uma festa de aniversário do amigo César Coletti, onde também ela se encontrava com o marido. Tenho várias fotos registrando o encontro, e pude ouvi-la comentando carinhosamente a respeito disso. Mais tarde veio uma decepção, pois o então governador José Serra havia dito a ela que a sede da futura Casa da Cultura de Franca levaria seu nome. Aliás, na época fizeram a bobagem de desapropriar algumas casinhas, onde ela nasceu, e perderam a AEC-Centro, que estava prontinha e custaria menos da metade. Mas, por razões políticas, a Câmara Municipal da época resolveu apoiar o projeto do então vereador Wanderley Tristão, escolhendo o nome de Abdias do Nascimento, um ex-senador pelo Rio. Argumentaram que ele era defensor da causa afrodescendente, sendo que neste particular, caberia ainda melhor, uma homenagem ao poeta Carlos Assumpção. O pior de tudo, é que Abdias do Nascimento, nascido em Franca, somente abriu a boca para manifestar desencanto e antipatia por esta cidade, alegando que sua genitora, no passado, havia sido menosprezada por sua origem humilde. Com isso, Franca só tem a perder com a atitude deselegante com Regina Duarte, que agora é a Secretária Nacional da Cultura.
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